Procon quer proibir merchandising em "Carrossel"; SBT pode ser processado

Redação Portal IMPRENSA | 22/10/2012 11:30
O Procon está entrando com um processo administrativo, ainda em fase de averiguação preliminar, contra o SBT pela veiculação de ações de merchandising na novela "Carrossel", informou a Folha de S.Paulo, no último domingo (21/10).


"Não é leal com a criança misturar publicidade com conteúdo. É abusar da deficiência de julgamento da criança", disse Renan Ferraciolli, diretor de Fiscalização da Fundação Procon-SP.

Crédito:Divulgação
Procon quer fim de merchan em novela infantil do SBT

Após duas reuniões, a emissora se comprometeu a não veicular mais merchandising de produtos para o público infantil em cenas envolvendo crianças. Mas não abriu mão de continuar exibindo merchandising no núcleo adulto da novela.

O Procon não aceitou e quer proibir todo e qualquer merchandising. "A empresa não optou pelas medidas para atender a legislação." Se o processo for adiante, a pena pode chegar a R$ 6 milhões.

"Somos a favor de regras claras e de agir com responsabilidade. Mas, se a gente não pode fazer merchandising, ninguém deveria poder", explicou José Roberto Maciel, vice-presidente do SBT. "Não temos fonte divina de financiamento", acrescentou.

Ele argumentou que, se o critério for o perfil da audiência, novelas de emissoras concorrentes também são assistidas por crianças. Do público de "Carrossel", 29% têm menos de 11 anos.

Na global "Cheias de Charme", já encerrada, esse índice era de 11%. "Malhação", também da Globo,  tem 14% da audiência com menos de 11 anos.

A Globo afirmou que suas ações de merchandising não têm "apelo infantil nem crianças como protagonistas".