Marca de remédio é criticada após chamar cólicas femininas de "mimimi"

Redação Portal IMPRENSA | 11/06/2015 12:00
A Novalfem, marca de remédio contra cólica menstrual, dor de cabeça e enxaqueca, virou alvo de críticas e reclamações nas redes sociais na última quarta-feira (10/6). A empresa é acusada de machismo por equiparar as dores que mulheres sentem à frescura.

Crédito:Reprodução
Público reclamou porque vídeo minimiza dores das cólicas

Intitulada #SemMiMiMi, a campanha defende: "Se você não tem tempo pra MiMiMi, descubra Novalfem". A ação também traz um clipe em que Preta Gil canta frases como "Sem Mimimi, Mimimi, Mimimi" e "Quando tô na balada, curtindo o batidão, você está em casa, mas que situação". 

Publicado no YouTube e Facebook, o vídeo já recebeu mais de 40 mil visualizações e diversos comentários negativos. "Desde quando cólica é Mimimi?", escreveu uma usuária. "Se é Mimimi por que precisa de remédio? Isso é ridículo", comentou outra.  

Em comunicado, a Sanofi, dona da Novalfem, afirmou que a empresa pretende reavaliar a campanha. "Acatamos as opiniões publicadas e esclarecemos que, em nenhum momento, se pretendeu subestimar o impacto dessas dores ou desrespeitar quem as sente." Também disse que "a proposta da campanha foi abordar, de maneira mais leve, alguns desconfortos que as mulheres vivem, valorizando inclusive a sua vontade de superá-los".

A Publicis, responsável pela campanha, divulgou nota na qual diz que a ideia foi usar "um tom leve para falar de um assunto sério". A empresa publicitária argumenta que não teve intenção de "minimizar as dores das mulheres ou de ofender quem sofre com doenças ou problemas mais graves."

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) informou ao jornal Folha de S.Paulo que até a última quarta-feira (10/6) não havia nenhuma representação contra a peça, mas que pode abrir um procedimento por conta de mensagens recebidas por cidadãos.

Esta não é a primeira vez que peças publicitárias foram rejeitadas pelo público e acusadas de machismo. A campanha "Homens que Amamos", da marca de esmaltes Risqué, foi acusada de parabenizar homens por ações corriqueiras e a "Esqueci o 'não' em casa", da Skol, foi considerada apologia ao estupro.

Assista ao vídeo:


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