Curiosidade é a palavra-chave para quem atua no jornalismo de tecnologia
 
A maneira como o homem se relaciona com o meio em que vive é pauta do jornalismo desde o princípio dos tempos. Além de aspectos políticos, sociais e econômicos, acompanhar a evolução da tecnologia se tornou um fator de extrema importância para a imprensa, especialmente com o constante avanço de novas ferramentas que nos permitem comunicar, entreter e viver com qualidade.


Crédito:SXC
Cobertura jornalística sobre tecnologia tende a crescer, apontam profissionais


O jornalismo de tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço no mercado. Cora Rónai foi pioneira no segmento quando, em 1987, lançou aprimeira coluna sobre computação da grande imprensa, no Jornal do Brasil.


“Quando eu comecei a usar computador, naquela época, ninguém escrevia nada sobre isso. E eu queria ler alguma coisa sobre o que eu estava vendo: uma coisa muito interessante estava acontecendo, pessoas gravitavam em torno daquilo, possibilidades infinitas, enfim... Aí eu cheguei à conclusão de que, se eu quisesse ler, teria que escrever”, conta.

Para Pollyana Ferrari, autora dos livros “Jornalismo Digital” (2004) e “No Tempo das Telas” (2014), uma característica que é fundamental para profissionais que querem trabalhar com tecnologia, desde que os primeiros PCs começaram a surgir no Brasil até os dias de hoje, é a curiosidade.


“Se você pensar, lá atrás, quando eu fiz um curso de HTML [linguagem de programação para web], foi por pura curiosidade e vontade de aprender. Nenhuma redação me impôs isso na época” diz a jornalista. “Eu vejo aí que tem jornalista que nunca baixou um aplicativo, nunca se interessou... aí é complicado. Não é nem uma questão de gostar. Tem que ser, pelo menos, curioso.”


Uma das principais publicações sobre tecnologia no Brasil, a revista Info tem como editora a jornalista Katia Militello. Segundo ela, essa editoria não é diferente de nenhuma outra quando o assunto é a obrigação do profissional em transmitir a informação com credibilidade. Talvez seja até mais exigente.


“O jornalista tem que usar todas as suas técnicas de apuração, de descobrir o que é interessante ou não... Nessa área de tecnologia, as coisas começam e terminam muito rápido. Algumas dão muito certo, outras não tanto. Então você tem que saber discernir, no meio de tanta novidade, o que é tendência, inovação, e o que não é”, avalia Katia.


Cora afirma que os jornalistas interessados em cobrir tecnologia devem tratar o tema como uma área independente, mas que influencia diversos outros temas. “Hoje em dia, a tecnologia é uma coisa tão universal, permeia tudo tão intensamente, que todas as áreas têm um aspecto de tecnologia. Mas a tecnologia ‘hardcore’, digamos, é um assunto em si mesmo.”


Para o futuro, o consenso é que não vai faltar espaço no mercado para interessados nessa área. “Tecnologia é uma área que não vai deixar de crescer tão cedo. Quando você olha na internet, tem sempre um blog novo, uma publicação nova aparecendo... E é uma coisa que ainda não está pronta. Tem muito lançamento, muita coisa que precisa ser explicada, discutida e analisada. Mudam os meios, mas espaço não vai faltar”, conclui Cora.

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves

 
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