Jornalismo: uma profissão altruísta de transmissão de conhecimento

Artigo vencedor do Foca na IMPRENSA (abril/2015), por Larissa Silva Faria da UMESP

04/05/2015 01:00
Jornalismo para mim é uma nobre profissão. É a eterna busca do conhecimento e de todos os aspectos que este possa apresentar. É o eterno almejo pelo máximo que a vida pode oferecer.

É o experimentar de diversas experiências para apurá-las. É um olhar para além da própria vida e costumes. Um olhar para o próximo, para realidades até então desconhecidas. Vivenciar e conhecer o complexo, mas transformá-lo em algo que possa ser compreendido e atrativo para o máximo de pessoas possíveis, independente de seus conhecimentos sobre determinado assunto.

Portanto, mais que uma busca pessoal ou profissional, é uma busca para cumprir o dever de manter a sociedade informada através da verdade e da ética. É uma profissão para pessoas de corpo e alma. Que enxergam a inconstante rotina com um olhar e um sentimento de fascinação. Como um novo desafio a ser cumprido, uma nova descoberta que pode ser apresentada. Pois a informação é sempre prioridade.

Uma profissão para os que não desistem. A graduação em jornalismo é hoje uma das mais concorridas do país, a exemplo da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), onde jornalismo é o segundo curso mais concorrido, perdendo apenas para o de medicina.

Uma luta pela verdade num país onde por mais de vinte anos esta foi motivo de catástrofes que nunca serão apagadas de nossa história. Onde a liberdade de expressão era o sonho que
hoje vivenciamos. Uma profissão para corajosos, sem dúvidas.

O jornalismo é, então, um misto de paixão pelo conhecimento e por sua transmissão. Uma paixão que me move a descobrir o mundo e suas peculiaridades.

Vivo para contar histórias. Das mais factuais até as mais desconhecidas. Vivo para, através da minha profissão, mostrar para as pessoas novos aspectos, novos conceitos que pude conhecer através do meu trabalho. Para num país tão desigual em diversos aspectos, principalmente o educacional, instigar a população a questionar sempre. Pois este é um dever jornalístico, o questionamento. Estamos sempre com perguntas, mas em busca das melhores respostas para nós e para nosso público.

Seria pretensioso dizer que escolhi o jornalismo apenas por todos os encantadores motivos que envolvem a profissão citados. Ele me escolheu. Me tornou uma pessoa mais altruísta para abrir a minha janela a cada manhã mas imaginar o que acontece através da janela do prédio vizinho. Se o pão e o café que tomo, estão em todas as mesas matinalmente.

É este altruísmo que me move a sair de casa em busca de formar a minha história através da história do mundo em que vivo.