R7 investe em entretenimento e jornalismo colaborativo para concorrer com o G1

Luiz Gustavo Pacete | 28/09/2011 12:15
Na última terça-feira (27), o portal de notícias da Record, o R7, completou dois anos. Criada para competir diretamente com o G1, a plataforma digital da emissora recebeu "forte reforço de comunicação", aparecendo em todos os programas da casa. À IMPRENSA, Antonio Guerreiro, diretor-geral do R7, destaca que a pretensão da empresa é transformar o portal em uma plataforma horizontal, que inclua "muito mais do que notícias", mas ofereça entretenimento e colaboração por meio de parcerias e interatividade. 

Antonio Chahestian/TV Record
Redação R7
Para Guerreiro, nestes dois anos em que o R7 está no ar, sua credibilidade foi conquistada adotando a lógica inversa da concorrência. "É importante você ter um canhão de mídia como a Record.  Quando você fala do UOL, você não pode achar que o UOL é a Folha. A Folha é a grande loja do UOL, assim como a Record é a grande loja do R7. Mas nós somos diferentes, por exemplo, da nossa concorrente do Jardim Botânico, que tem um portal com o nome dela. O nosso portal não se chama Record, como acontece com o globo.com. A nossa lógica é exatamente a inversa".

Para os próximos anos, um dos desafios do R7 é apostar no conceito de "interência" (interatividade + audiência) conforme aponta Guerreiro. "Eu acho que, cada vez mais, o grande acerto do grupo, novamente, foi entender que nós não fazemos televisão, ou internet, mas fazemos conteúdo. Se esse conteúdo vai ser envelopado para ser servido na web, no mobile, na TV, no rádio, não importa".

O portal foi inaugurado com 160 profissionais e, atualmente, conta com mais de 300, todos jornalistas. Entre seus colunistas estão Ricardo Kotscho, Nirlando Beirão, Hildegard Angel, Cosme Rímoli, Daniel Castro, Fabíola Reipert, Rosana Hermann e André Forastieri.