Estudantes da USP entram em confronto com a imprensa após assembleia na noite de segunda

Daniela Ades** | 08/11/2011 09:33
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP), que mantinham a ocupação no prédio da reitoria, e jornalistas entraram em confronto na noite de segunda-feira (7). Diversos veículos de imprensa estavam no local para presenciar a assembleia dos universitários, que havia deliberado a manutenção da ocupação além do prazo estabelecido para reintegração de posse, marcado às 23h.

Segundo O Estado de S. Paulo, o conflito teria começado quando manifestantes discutiram e bateram no microfone da repórter Maria Paula, do SBT. Conforme o jornal, eles teriam afirmado que a jornalista havia dito que eram "todos maconheiros" [os estudantes].

Durante a discussão com jornalistas, a câmera do cinegrafista Marcos Vinícius, do SBT, foi atingida por uma pedra, que pegou de raspão a cabeça de Fábio Fernandes, cinegrafista da TV Record. O cinegrafista Alexandre Borba, também da TV Record, teve a alça da câmera puxada, causando a queda do equipamento.

O fotógrafo Cristiano Novaes, da agência CPN, foi agredido e teve sua câmera confiscada. Ela foi devolvida ao profissional mais tarde.

Um dos alunos, que se identificou como "Eduardo", de acordo com o Estadão, abordou a imprensa e disse que repudiava a agressão, e que ela não refletia a posição do movimento em relação aos jornalistas.

No início da assembleia, convocada para discutir o futuro da ocupação e o encontro com a comissão de negociação da reitoria, que foi considerada insuficiente e repudiada pelos alunos, os presentes deliberaram que a imprensa não poderia registrar a reunião. Foi pedido aos profissionais que se retirassem do local, o que não aconteceu. Constantemente ouviam-se gritos como "fora mídia", "fora Globo", em protesto contra a cobertura no campus.

* Com informações da Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo

* Com supervisão de Gustavo Ferrari

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