Para publicitários, conteúdo é determinante no êxito do jornalismo e da publicidade

Luiz Gustavo Pacete | 13/09/2012 13:15
Além de questões editorias relacionadas aos rumos do jornalismo discutidas no mídia.JOR, o painel “Mídia e publicidade, a visão do jornalismo como negócio” reuniu publicitários e executivos de veículos de comunicação para discutir a importância das redes sociais para empresas que têm o jornalismo como negócio. 

A mesa foi conduzida por João Faria, diretor da Agência Cidadã, e contou com a participação de Plinio Okamoto, diretor da agência Rapp, Flávio Rezende, diretor nacional de mídia da DPZ e Carlos Scappini do jornal Metro. Os profissionais levantaram temas como segmentação, hábitos do consumidor e estratégias de negócios no ambiente digital. 

Comunicação é serviço

Plínio Okamoto, diretor da agência RAPP, ressaltou a importância de pensar a comunicação em forma de serviço, uma alternativa para impactar o consumidor. “O conteúdo deve ser relevante para o consumidor”. O publicitário alertou que se as marcas estiverem “antenadas” conseguirão tirar boas possibilidades da internet e de todas as informações que são geradas ali pelos consumidores.
Alf Ribeiro
Publicidade e jornalismo foram temas do debate
Okamoto também chamou a atenção para a importância de as marcas serem cada vez mais transparentes. “Hoje não existe meios de esconder os defeitos de sua marca, as pessoas estão conversando, o consumidor coloca a boca no trombone, publica vídeos, posta fotos e usa tudo que está ao alcance dele”. Para as agências é importante que elas estejam cada vez mais próximas da marca e do negócio do cliente.
 
Outra questão levantada por Okamoto está relacionada às semelhanças em relação aos mesmos questionamentos que rondam o jornalismo e a publicidade. “As duas áreas têm se perguntado sobre o efeito das redes sociais, as questões são as mesmas: como ser digital e lidar com o conteúdo gerado pelo consumidor”. A rede social foi colocada na apresentação do executivo da RAPP como um instrumento de extrema relevância para observar o hábito dos consumidores.

Modelos de negócios

Carlos Scappini, diretor comercial de marketing do Jornal Metro, falou sobre as estratégias adotadas pelo jornal que está presente em vários países do mundo e conta com nove redações pelo Brasil. “Encontramos um modelo de negócio que permite fazer uma publicação que dê dinheiro, algo muito importante em um momento em que se discute os rumos dos jornais impressos”. 

O Metro é uma franquia internacional de jornais, editada no Brasil pelo Grupo Bandeirantes e distribuído gratuitamente em grandes cidades do país. O veículo tem como fonte de verba integralmente os anúncios e campanhas publicitárias. Scappini falou sobre a importância de que redação e comercial se comuniquem de forma saudável. “Nós não somos inimigos, temos uma teoria interna de que não importa de onde venha o conteúdo, o importante é que ele seja relevante para o leitor”. O executivo destacou como desafios do jornal conseguir ter produto de valor para o leitor, selecionar conteúdo que seja relevante para o leitor e manter uma relação saudável entre conteúdo editorial e publicidade. 
 
Conteúdo é o rei

Para Flávio Rezende, diretor nacional de mídia da DPZ, a revolução do conteúdo vai mudar a forma como as coisas são feitas. “A tecnologia traz a magia, mas o atrativo está sempre no conteúdo, ainda mais em um tempo que o consumidor é o curador da informação”. Para o publicitário, o momento é de quebra de paradigmas, em função da velocidade da tecnologia.

Dentro deste processo, conteúdo é a palavra chave para o negócio da comunicação.  “Estamos vivendo a era do conteúdo relevante, não que antes não era importante, é que agora o consumidor é muito mais exigente e preparado que o consumidor de informação do passado”. Rezende ressalta que a proliferação de devices será a nova forma da interatividade e para chamar atenção as marcas deverão trabalhar isso de forma cada vez mais competente. “A boa informação é o que continua trazendo a credibilidade dos meios de comunicação”.