Profissionais e estudantes comentam os destaques do primeiro dia de mídia.JOR

Maurício Kanno | 07/10/2013 19:00
Fernando Mariano, ex-editor de O Globo entre 1971 e 1983, hoje trabalha em publicidade, representando veículos de comunicação nos Estados Unidos. Esteve presente neste primeiro dia do seminário mídia.JOR (7/10), organizado por IMPRENSA, e afirmou que ficou “impressionado com a qualidade das palestras”. 

Crédito:Maurício Kanno
Fernando Mariano, ex-editor de O Globo e representante de mídias nos EUA
Fernando Mariano, ex-editor de O Globo e representante de mídias nos EUA


Para ele, é útil estar bem informado sobre o ocorreu ou pode acontecer nas redações, como na época das manifestações de junho ou a cobertura dos grandes eventos de 2014. 

A primeira palestra, com Ascânio Seleme, diretor de redação do jornal onde Mariano trabalhou décadas atrás, foi o ponto alto do evento para o participante. “Mostrou realmente a ‘guerra nuclear’ que vai ser para a imprensa cobrir no mesmo ano a Copa do Mundo e as eleições presidenciais, abrindo-se com informações bem detalhadas sobre esse planejamento”, comentou.

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Aline Rodrigues, estudante do Mackenzie
Aline Rodrigues, estudante do Mackenzie
DIDÁTICA
Aline Rodrigues (21), estudante do 3º ano de jornalismo no Mackenzie, conta que soube de última hora que participaria do evento: recebeu convite da coordenação de jornalismo de sua faculdade no dia anterior.

A estudante também achou especialmente marcante saber de Seleme o número de jornalistas que vão trabalhar em grandes eventos, como da Copa do Mundo. 

No segundo painel, ela, interessada em televisão, gostou de ouvir sobre a realidade da área por Rosana Jatobá e Rita Lisauskas. “Coisas como ter paciência para crescer a partir de baixo.” Quanto ao professor da PUC, Marcos Cripa, Aline considera que “foi bem didático, explicando como é importante a formação do jornalista, apesar de a discussão sobre as novas mídias também ser essencial”.

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Renato Armani, especialista em semiótica
Renato Armani, especialista em semiótica
REFLEXÕES DE PROTESTO
Renato Armani (26), professor de comunicação e especialista em semiótica pela Anhembi Morumbi, concorda com Aline. “A criação de conteúdo muitas vezes não é questionada, é preciso priorizar o cérebro, a informação pensada.”

Já no terceiro painel, sobre cobertura de conflitos e manifestações, ele propôs que poderia haver também algum profissional de outra área, como sociologia, psicologia ou economia, para investigar mais profundamente questões culturais relacionadas ao debate. 

“Como essa linguagem é formada? Por que essas fotos foram escolhidas? Que comunidades são essas que participaram dos protestos? Por que aconteceram neste ano?” Para ele, essas são algumas reflexões que um acadêmico poderia ajudar a discutir para obter mais contexto e interpretação.

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Pedro Cardoso, estudante da Unesp de Bauru
Pedro C. Magalhães e Silva, estudante da Unesp de Bauru
SENSIBILIDADE
Pedro Cardoso Magalhães e Silva (20), estudante de jornalismo da Unesp de Bauru, conta ter achado muito interessante como Marcelo Gomes, da ESPN, se mostrou com muita paixão pelo que faz, sensível e chegando a interferir em problemas de pessoas com necessidades, como o filho do medalhista olímpico João do Pulo.

“Na faculdade, aprendemos a ter muita objetividade, condenam esse tipo de atitude mais emocional”, contrapõe o estudante. “Mas Marcelo Gomes não teve vergonha de expor esse tipo de sentimento, com histórias muito boas e gostosas de ouvir”, concluiu.


O mídia.JOR acontece nos dias 07, 08 e 09/10, no teatro da Aliança Francesa, em São Paulo (SP). O evento, realizado por IMPRENSA, é patrocinado pela Oi, com apoio da Aliança Francesa, Fenaj, Abert, Abradi, Aner e ANJ.


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