Profissionais debatem a relação entre jornalismo digital e publicidade no mídiaJOR

Gabriela Ferigato | 08/10/2013 11:00

O segundo dia do mídia.JOR teve início com o "Painel Diálogos III – Jornalismo digital e Publicidade: os novos caminhos das marcas e criatividade online". Moderado por João Faria, sócio da Agência Cidadã, o debate contou com a participação de Hugo Rodrigues, COO&Chief Creative Officer da Publicis Brasil, e Marcelo Andrade, diretor de mídias sociais da W/McCann.

De acordo com Rodrigues, após a invasão digital e 15 anos depois da chegada da internet, é importante separar o que é mundo digital e o mundo offline. “O que importa hoje é o consumidor e a minha maior preocupação é como ele está se relacionando com essa evolução”, completou. Ele explicou que a multiplataforma digital envolve três pontos: o primeiro é fragmentação dos pontos de contato.

Para exemplificar, ele mostrou uma das campanhas da Publicis feita em forma de spots de rádio para a Purina, que recebeu prêmio em Cannes. Antes a campanha ficava em um único meio e, segundo Hugo, é importante se preocupar como o consumidor é impactado e questionar os seguintes pontos: “Quem nós vamos atingir?”,“Qual é a parcela da população?”, “Consegue atingir da classe A a E?”. “Isso que temos que buscar nessa era digital. Uma campanha que ganhe todos os meios de comunicação”, afirmou.

O segundo ponto apresentado foi a nova classe média com seu novo pensamento. Para ele, não dá para falar em digital sem falar desse movimento. "A nova classe média brasileira não tem como ídolo o poder", disse. Segundo ele, houve 228% de crescimento em 10 anos de consumo. Rodrigues afirmou que não adianta falar em tendência se o consumidor não entende. O terceiro ponto é o apagão de mão de obra. Ele explicou que existe uma demanda por emprego, mas falta qualidade. “Geramos 30% da produtividade de um americano.Estamos passamos por uma crise”, completou.

Marcelo Andrade, da W/McCann, apontou a importância de criar uma marca que tenha uma identificação com o consumidor e, para isso, é essencial captar as características dessa classe. “É muito mais sobre o que a pessoa da classe C, que chega a ganhar 20 mil reais por mês, e como posso interagir com eles”. A marca precisa ter consistência, renovação e um intercâmbio social constante. “Quando falamos sobre redes sociais não é apenas sobre tecnologia e sim sobre relacionamento”, completou.

Segundo ele, a marca tem que compartilhar sua essência, valores, ideais, opiniões e visões. “Sempre temos que pensar onde o meu trabalho vai entrar, por isso temos que nos relacionar com o consumidor o tempo todo. Preciso pensar no alcance”, completou.

Para ter alcance, Marcelo citou a preocupação em uma equipe completa, que envolve criação, redator, planejamento e business inteligent. “A jornada básica do consumidor tem de ter alcance, profundidade, engajamento, conversão e retenção. Afinal, é preciso que o consumidor seja atingido constantemente, não só nas redes sociais”, garantiu.


O mídia.JOR acontece nos dias 07, 08 e 09/10,no teatro da Aliança Francesa, em São Paulo (SP). O evento, realizado por IMPRENSA, é patrocinado pela Oi, com apoio da Aliança Francesa, Fenaj, Abert, Abradi, Aner e ANJ.


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