Diretor da agência Commonwealth diz ser importante refletir sobre o papel do consumidor

Mauricio Kanno | 08/10/2013 13:30
Marcelo Andrade, diretor de redes sociais da agência Commonwealth, do grupo W/McCann, foi um dos palestrantes do primeiro painel do segundo dia do seminário mídia.JOR, organizado por IMPRENSA.

Crédito:Alf Ribeiro
Diretor acha essencial o público conhecer melhor o consumidor das marcas

No debate sobre jornalismo digital e publicidade, ele considera que sua palestra casou bem com a do colega de painel Hugo Rodrigues, da Publicis. “Nem combinamos o jogo, mas nossas falas se complementaram. Ele apresentou muitos dados macro, que embasaram bem minha parte”, diz Andrade. “Assim, o público podia entender melhor os conceitos que falei sobre o especializado digital.”

O diretor identificou mais de uma vez Rodrigues como um gênio criativo, entre os maiores do Brasil; já Andrade se colocou no papel de formulador de estratégias. “Fui explicar sobre a questão de marca, até a jornada do consumidor, questões que nem sempre estão bem esclarecidas para todo mundo.”

Questões
Quanto ao moderador, João Faria, da Agência Cidadã, o diretor da Commonwealth afirma que também cumpriu seu papel, por compreender melhor as aflições dos jornalistas, até por ser também um deles. 

Apreciou especialmente a primeira questão do moderador sobre gestão de crises. “Muita gente não sabe que as agências precisam fazer isso frequentemente e ele já sacou”, avalia. 

A respeito da questão do público sobre o rádio, Andrade gosta de refletir para o futuro: “Se hoje o digital é tão forte, pode ser que daqui a 50 anos não seja tão significativo.” 

Ele considerou essa e outras perguntas do público bem específicas, realmente curiosidades que se esperam para obter de profissionais num painel. Além disso, sentiu o público apaixonado.

Andrade referiu-se à manifestação de um participante que protestava por uma maior valorização da cultura popular na propaganda. “Mas concordo com Hugo, tem que ter desapego. A massa quer Miami”, diz ele. 

Jornalistas

A respeito do público, mais de jornalistas e estudantes da área, ele afirma que gosta de trabalhar com esses profissionais – tanto que contrata muitos deles para sua equipe. Ele diz apreciar essa pluralidade. 

Andrade considera que os jornalistas passam por um problema momentâneo, com a transformação atual do mercado para o mundo digital. “A Kodak era uma gigante, mas faliu, pois não teve visão de futuro; ela insistia em querer que as pessoas revelassem filmes”, lembra. “Se eu conseguir motivar alguém a se renovar diariamente, ótimo”. 

Quanto a um dos casos que mais apreciou trabalhar, ele cita o lançamento do Chevrolet Onix, porque pôde utilizar diversas funções e possibilidades do mundo digital de modo bem amplo, ainda mais por ser um produto voltado ao público jovem. “Foi uma campanha bem completa, com planejamento, criação, mídia, criação de conteúdo, inclusive o mais profundo, por jornalista contratado para isso, gestão de crise, posts em redes sociais, aplicativos.”


O mídia.JOR acontece nos dias 07, 08 e 09/10, no teatro da Aliança Francesa, em São Paulo ( SP). O evento, realizado por IMPRENSA, é patrocinado pela Oi, com apoio da Aliança Francesa, Fenaj, Abert, Abradi, Aner e ANJ.


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