Jornalistas comentam palestra com chargista no encerramento do mídia.JOR

Maurício Kanno | 09/10/2013 18:30
Como parte do público que assistiu a entrevista de encerramento do seminário mídia.JOR com o chargista e animador Maurício Ricardo estavam três jornalistas, que levam boas lembranças do evento. 

Crédito:Maurício Kanno
Cristiane Gois Gonçalves, que encontrou dois conterrâneos de Uberlândia no mídia.JOR
Cristiane Gois Gonçalves, jornalista de afiliada do SBT que encontrou dois conterrâneos de Uberlândia no mídia.JOR

“Assim como ele, sou de Uberlândia [MG], e acompanho o trabalho dele há uns dez anos, tanto pelas charges como pela banda Seminovos”, conta a jornalista Cristiane Gois Gonçalves, que trabalha na TV Vitoriosa, afiliada do SBT, e participou dos três dias de evento. “Mas foi a primeira vez que pude vê-lo pessoalmente!”

Ela afirma que aprecia muito a maneira como Ricardo trabalha, abordando política criticamente, mas evitando ofensas, sem sensacionalismo. “Eu até já estava inscrita no seminário, só fui saber que ele também participaria depois. Isso então foi fechar o show com chave de ouro!”

Crédito:Maurício Kanno
Keli Vasconcelos, colaboradora do portal Jornalirismo
Keli Vasconcelos, com Sérgio Cabrini entrevistado ao fundo
Libertação e cara a tapa
Keli Vasconcelos, freelancer e colaboradora do portal Jornalirismo, diz que estabeleceu uma conexão interessante com o tema das charges, com seu gosto pela literatura. “Acho que é uma libertação do jornalismo comum, com tanto oficialismo, como criticou Roberto Cabrini [do SBT, que esteve no painel anterior].” Ela elogia o trabalho autoral  do tipo que faz o chargista-animador.

Cristiane também elogiou Cabrini, pela atitude prioritária que ele defendeu no jornalismo de servir à comunidade. “Quase pulei no colo dele quando disse isso!”

No entanto, Keli critica a postura do colunista do UOL, Ricardo Feltrin, que entrevistou Ricardo. “Ele bloqueou os comentários na página dele? Imagina, tem que ver os comentários! Também não é pra ir dormir em posição fetal, como ele falou”, reclama. “O jornalista tem que dar a cara a tapa, senão vá para a análise.”

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Laís Rissato, repórter da revista Caras
Laís Rissato, repórter da revista Caras
Dilma e Obama
Outra jornalista que esteve presente na palestra de Maurício Ricardo foi Laís Rissato, repórter da revista Caras. “Acho bacana o trabalho dele, conheço desde o "Big Brother Brasil", quando ele ficou mais conhecido”, diz. 

“Especialmente pelo lado político... Achei muito engraçada a charge com a Dilma [Roussef] e o [Barack] Obama, por exemplo”, opina, referindo-se a um trabalho do chargista que sugere um caso de amor entre os dois presidentes e uma briga por conta da espionagem norte-americana. 

E Laís conta que outra publicação em que trabalhou também publicou matéria sobre Maurício Ricardo, um tipo de trabalho que ela acha de bom complemento para o jornalismo.

Sobre sua conexão maior com os temas do seminário, ela se lembrou da fala de Hélio Gomes, do portal Terra, que participou de painel esportivo no segundo dia do mídia.JOR. “Como já trabalhei muito no online, já senti bem esse ritmo que ele citou de cobertura em tempo real. É algo exigido tanto no mundo esportivo como no das celebridades”, conta. “E cabe ao jornalista se adaptar, como falou a repórter da Globo News [Joana Calmon, ex-correspondente em Paris]: Tem que saber um pouco de tudo, ser multimídia.”

O mídia.JOR aconteceu nos dias 07, 08 e 09/10, no teatro da Aliança Francesa, em São Paulo (SP). O evento, realizado por IMPRENSA, foi patrocinado pela Oi, com apoio da Aliança Francesa, Fenaj, Abert, Abradi, Aner e ANJ.