Editores criticam uso de boletim da Câmara Brasileira do Livro para fins políticos

Redação Portal IMPRENSA | 29/01/2014 16:30
Um artigo publicado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) no último dia 16 de janeiro, que faz críticas ao governo federal e sem relação com o mercado de livros, gerou críticas de editores ligados à entidade, que questionam seu envolvimento com questões políticas.

Segundo a Folha de S. Paulo, o artigo foi publicado originalmente em 1 de janeiro em sua seção "Opinião", pelo vice-presidente de Comunicação da CBL, Hubert Alqueres, com a informação de que textos assinados não traduzem a opinião do jornal. O boletim da CBL não fazia essa ressalva.

"É visível o cansaço dos brasileiros com os péssimos serviços públicos, com o crescimento econômico pífio e um modelo de governabilidade baseado em patrimonialismo e fisiologismo", diz o artigo, entre outras críticas. Raul Wassermann, ex-presidente da CBL, enviou à instituição uma "veemente crítica ao uso da entidade para fins políticos e/ou pessoais", e disse ainda à Folha que "pode até concordar com o que Alqueres diz, mas não na mídia em que disse, a CBL não pode tomar partido".

A entidade divulgou um novo boletim na última terça-feira (28/1), onde afirma que cometeu um "equívoco" ao deixar de mencionar a publicação original pela Folha, e que um texto de dirigente na mídia "agrega valor" às causas da instituição. Sobre a falta de relação com a área de atuação da CBL, a entidade alegou que o boletim é aberto a qualquer editor que queira divulgar um artigo, ligado ou não ao mercado dos livros, e afirmou "condenar a censura".

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