Promotor garante ter provas contra acusado excluído do caso Décio Sá

Redação Portal IMPRENSA | 04/02/2014 11:00
Em entrevista coletiva na última segunda-feira (3/2), o promotor Haroldo Paiva de Brito, que substituiu Luís Carlos Duarte no julgamento de Jhonathan Silva e Marcos Bruno Silva, acusados de assassinar o jornalista Décio Sá, disse que já existem provas sobre a participação do advogado Ronaldo Ribeiro no crime.

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Promotor pode incluir mais um acusado no caso por morte do jornalista (foto)

Ribeiro, que trabalhava para os mandantes Gláucio Alencar e José Miranda, foi impronunciado por falta de provas. "Não vou entrar no mérito se foi correta ou incorreta a exclusão dele, mas eu garanto aos senhores que novas provas estão sendo colhidas para que possamos denunciar o acusado que foi excluído. Ele, certamente, será indiciado", disse.

De acordo com o G1, o promotor informou que o inquérito tem mais de 80 horas de áudio e apenas uma investigação detalhada conseguiu encontrar novas evidências. O processo tem 16 volumes e a denúncia feita pelo Ministério Público conta com aproximadamente 60 páginas. 

"As investigações não estão estagnadas. A polícia continua investigando junto com o Ministério Público para colher provas contra outras pessoas que possivelmente tenham envolvimento no caso. Eu pedi novas provas contra o acusado Ronaldo. Precisamos ajuizar uma denúncia contra ele", explicou o promotor.

Há ainda o possível envolvimento de outros três suspeitos. O deputado Raimundo Cutrim, o delegado da Polícia Federal Pedro Meireles, e o empresário Márcio Regadas, que já foram citados nas apurações.

Testemunhas mudam depoimento dado à polícia

Um garçom que atendeu o jornalista antes dele ser morto e uma testemunha que estava em um grupo de evangélicos que fazia orações na praia mudaram as versões dadas à polícia durante depoimento na última segunda-feira (3/2).

Segundo o Uol, ambas disseram que não havia possibilidade de identificar o motociclista que aguardava o acusado dos disparos fugir. Os dois se opuseram às declarações feitas em depoimento anterior, no qual alegavam que Marcos Bruno Silva de Oliveira ajudou Jhonatan de Sousa Silva e fugiu do bar Estrela D'Alva, local da morte do jornalista. Eles negam reconhecer Oliveira como piloto da moto.