“O ouvinte precisa se sentir corresponsável”, diz diretor da rádio SulAmérica Trânsito

Danubia Paraizo | 13/02/2014 15:45
O juiz aponta o centro de campo e autoriza o começo da partida. Na disputa, o time formado pelos amigos da zona oeste de São Paulo enfrenta a equipe da zona sul. Assim dava-se início à 1ª Copa Rádio SulAmérica Trânsito de Futebol, no final de 2013. O campeonato foi apenas uma das ações da emissora para se aproximar do ouvinte. Jantares, caminhadas e encontros na própria rádio também marcaram os sete anos da SulAmérica Trânsito, celebrados na última quarta-feira (12/02).

Segundo Felipe Bueno, diretor de jornalismo da rádio, essa proximidade com o ouvinte é peça fundamental. “Tende a perder público aquela emissora que dá a notícia de cima para baixo, com aquela locução séria, quadrada. O âncora tem que se aproximar do ouvinte”, defende. 

Crédito:Divulgação
Felipe Bueno é diretor de jornalismo da SulAmérica Trânsito
Nesse sentido, as redes sociais têm desempenhado um papel importante, já que por meio delas, o ouvinte em qualquer lugar da cidade se torna um correspondente em potencial da rádio. Atualmente, são mais de 34 mil fãs no Facebook e outros 89 mil seguidores no Twitter. “As redes sociais ajudam tanto que a rádio acaba se tornando uma ‘wikirádio’, ou seja, todos colaboram. O ouvinte precisa se sentir corresponsável”.

Diante do desafio de produzir um conteúdo tão segmentado e ao mesmo tempo tão amplo, como o trânsito da capital paulista, o jornalista explica que a prestação de serviço vai além de um simples boletim de trânsito. “Temos uma preocupação muito forte em nosso editorial de não permitir que acidentes e mortes no trânsito virem apenas estatísticas. Isso é um negócio muito sério. Procuramos passar ideia que dirigir é uma atividade que exige muita responsabilidade, fazemos campanhas nesse sentido”. 

Com um misto de conteúdo jornalístico e períodos curtos de programação musical, Bueno destaca que a rádio atrai um público bastante amplo, desde motoristas mais jovens aos mais experientes. Com a popularização da internet, outro subgrupo de audiência vem dos que escutam a rádio por smartphones, através do aplicativo da rádio ou pelo computador. “Plasticamente mudamos muito pouco nesses sete anos. Conseguimos integrar as novidades tecnológicas, sem perder a essência do rádio, que está na companhia”, finaliza.