Documentário "O Mercado de Notícias" aborda o papel da imprensa e questões éticas da área

Redação Portal IMPRENSA | 09/04/2014 18:00
Desde os primeiros passos da imprensa até o cenário contemporâneo, muitas coisas mudaram. No entanto, outras permanecem as mesmas. O documentário "O Mercado de Notícias" do cineasta Jorge Furtado retrata este cenário de transformações equiparadas a questões essenciais da área que ainda não foram respondidas. 

Em entrevista à Zero Hora, o diretor dissertou sobre o desenvolvimento deste longa-metragem. Inspirado na peça teatral cômica “O Mercado de Notícias” (The Staple of News) do dramaturgo inglês Ben Jonson, as filmagens traduzem aos dias atuais as questões que Jonson abordava de forma crítica na obra. “É incrível que um texto escrito apenas três anos depois de o primeiro jornal inglês começar a circular (o semanário “A Current of General News”) traga as mesmas discussões que temos hoje”, avaliou Furtado, que assina a primeira tradução da peça para o português com a professora Liziane Kugland. 

Crédito:Divulgação
O cineasta Jorge Furtado

Para a produção do documentário, o diretor preferiu contar com profissionais de imprensa ao seu lado. “Busquei jornalistas ligados à cobertura política e conhecidos nacionalmente. Antes das entrevistas, mandei a todos o texto da peça, como forma de costurar nas conversas a percepção do Ben Jonson sobre a imprensa no século 17 com a deles hoje”. Com o adensamento do debate em torno das transformações impostas pelo processo de apuração, produção e consumo da notícia nas plataformas digitais, a película ainda não tem previsão de estreia nos cinemas.

Leia também