Assassinato do jornalista Décio Sá completa dois anos sem conclusão do caso

Redação Portal IMPRENSA | 23/04/2014 13:30
A morte do jornalista Décio Sá ainda não foi totalmente explicada. Assassinado em abril de 2012, o profissional de imprensa atuava como repórter da editoria de política do jornal O Estado do Maranhão e publicava conteúdos independentes por meio de um blog, que era um dos mais acessados do estado na época. Após dois anos, apenas dois dos 11 acusados do crime foram julgados. 

Crédito:Divulgação
Apenas dois envolvidos na morte do jornalista foram julgados

Segundo o G1, as primeiras condenações sobre o caso foram determinadas em fevereiro, em sessão que penalizou em 25 anos e três meses de prisão em regime fechado o assassino confesso Jhonathan de Sousa Silva e o homem que pilotava a motocicleta que deu transporte ao pistoleiro, Marcos Bruno Silva.

Durante as audiências sobre o caso, Jhonathan negou ser o responsável pelos tiros que matou o repórter. Contudo, declarou que acertou o valor de R$ 100 mil pela morte de Décio, mas nunca recebeu o dinheiro. "Matei porque tinha acabado de sair da prisão, tava sem dinheiro e precisava alimentar meus filhos". Na ocasião, a esposa do jornalista riu ironicamente. 

O acusado pela morte do profissional de imprensa ainda ressaltou que não conhecia nenhum dos outros envolvidos os quais havia delatado anteriormente. "Eu não disse, não saiu da minha cabeça. Eu não conhecia essas pessoas, Raimundo Cutrim, não sabia do envolvimento dele com nada. Não conhecia Glaucio, não conhecia Bochecha, não conhecia ninguém. Tem isso que tinha partido deles o interesse de matar o tal do Décio", falou. Em contrapartida, as afirmações foram contestas pelo promotor Rodolfo Ribeiro, ressaltando que o réu não estava colaborando com a justiça. 

"Não faz sentido que o senhor saia daqui, vá para outra cidade, sem dinheiro, como o senhor disse que estava quando aceitou matar Décio por R$ 100 mil, se desloque para outra cidade e se hospede. É por isso que eu falo que se o senhor estivesse arrependido de fato, o senhor falaria agora. Quem está arrependido mostra arrependimento contribuindo. O senhor não está arrependido", avaliou o jurista.

Já Marcos Bruno negou qualquer relação dele no crime, mesmo após relatar em depoimento à polícia sua participação. Ele alegou ter sido torturado para assinar o documento. "Eu me pergunto até hoje porque a polícia me prendeu. O dono da moto, coincidentemente, tem o nome de Marcos Bruno, mas não fui eu", disse.

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