Ana Paula Padrão não descarta retorno à TV, mas diz que não comandará bancada

Redação Portal IMPRENSA | 30/05/2014 10:30
Em entrevista à Marie Claire, a jornalista Ana Paula Padrão revelou que não descarta a possibilidade de retornar à TV, mas garante que não ficará no comando da bancada, pois isso a impediria de ter tempo suficiente para se dedicar às suas empresas.

Crédito:Divulgação
Jornalista diz que não voltaria ao comando da bancada de um telejornal

"Se alguma emissora oferecer algo que eu me interesse, é uma possibilidade. Não descarto, mas não faço mais bancada. Nunca vou deixar de ser jornalista, mas tem muita coisa que dá para fazer", ponderou.

Ana Paula conta que uma entrevista com a presidente Dilma Rousseff, à época ainda Ministra de Minas e Energia, fez com que ela entendesse sua angústia para promover mudanças em sua carreira depois que se surpreendeu ao dar palestras para mulheres executivas, que se identificaram com sua situação. 

"Ela me fez entender claramente que as empresas foram feitas por homens e por isso a gestão é feita por eles, para eles", disse. "Aquele dia, olhei para a Dilma e percebi o quanto ela tinha pensado sobre o assunto, mas não teve tempo de mudar, de fazer a volta. Eu não tinha 40 anos ainda e aquele buraco na minha alma ainda poderia ser resolvido. Aí saquei que tinha que mudar mesmo. Jamais teria dito isso publicamente, mas a minha saída da Globo virou um escândalo tão grande, que eu precisei contar para me defender", acrescentou.

A jornalista mencionou a ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e a presidente do Chile, Michelle Bachelet, como mulheres muito inspiradoras. Para Ana Paula, o papel feminino na sociedade tem muito poder.

Em relação ao Brasil, destacou a ascensão da mulher da classe média. "Essas 52 milhões de mulheres que vão definir o futuro do Brasil, que vão influenciar suas famílias, suas comunidades, que vão eleger o próximo presidente", pontuou.


Recentemente, a jornalista lançou o livro "O Amor Chegou Tarde em minha Vida", publicado pela editora Paralela. Na obra, ela retrata não só sua história e relação com o jornalismo, mas a presença das mulheres no mercado de trabalho, principalmente daquelas que ingressaram nele, assim como ela, nos anos 1980.



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