Planalto contesta matéria de "Veja" sobre e-mail de ex-diretor da Petrobras para Dilma

Redação Portal IMPRENSA | 24/11/2014 09:00
Em nota divulgada no último sábado (22/11), o Palácio do Planalto criticou a reportagem publicada na última edição da revista Veja, a qual classifica como "mais um episódio de manipulação jornalística", sobre uma mensagem enviada em 2009 pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para a presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.

Crédito:Agência Brasil
Planalto contesta reportagem de "Veja" e nega que email tenha alertado Dilma sobre irregularidades


A revista informa que, na mensagem eletrônica, Paulo Roberto adverte o Planalto a adotar uma solução política para as irregularidades encontradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em três obras, ameaçadas de paralisação. Entre elas, a refinaria de Abreu e Lima em Pernambuco. “O governo seguiu sua orientação”, aponta a reportagem.

“Depois de tentar interferir no resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da presidenta Dilma”, diz a nota assinada pela Secretaria de Imprensa da Presidência.

Segundo a Veja, a mensagem em questão foi localizada pela Polícia Federal (PF) em computador apreendido na Petrobras. A reportagem indica ainda que o ex-diretor lembrou que o Congresso conseguiu derrubar a paralisação de quatro obras proposta pelo TCU em 2007.

Crédito:Reprodução
Revista afirma que presidente sabia de problemas em obras

O Planalto alega que tomou providências assim que foi alertado, em 2009, de problemas nas obras da refinaria de Abreu e Lima e que o próprio Congresso aceitou a retomada da construção após chegar à conclusão de que os problemas identificados eram sanáveis.

“A inconsistência da reportagem de Veja é evidente. As pendências apontadas pelo TCU nas obras da refinaria Abreu e Lima já haviam sido comunicadas, em agosto, à Casa Civil pelo Congresso e foram repassadas ao órgão competente, a CGU”, diz o comunicado.

Leia também