"O Globo" faz cortes na redação, demite Artur Xexéo e outros jornalistas

Vanessa Gonçalves, Jéssica Oliveira e Lucas Carvalho* | 08/01/2015 15:15
Atualizado às 10h38 de 9/1/2015

Nesta quinta-feira (8/1), o jornal carioca O Globo realizou uma série de demissões. IMPRENSA apurou que 30 funcionários integram a lista de dispensas, incluindo repórteres, editores e colunistas.

Crédito:Reprodução
Jornal realiza cortes na redação no início de 2015

Segundo o Jornal Opção, o número de demitidos na Infoglobo - empresa que administra os meios de comunicação do Grupo Globo - teria chegado a 160 pessoas. Ao menos 30 na redação, e o restante entre os setores administrativo e comercial.

Entre os demitidos estão Fernanda Escóssia, ex-editora de "País"; os colunistas Jorge Luiz ("Esporte"), Artur Xexéo ("Cultura") e Agostinho Vieira ("Meio Ambiente"); e a ex-editora de "Rio", Angelina Nunes. Esta última fez o anúncio em seu Facebook: "A partir de hoje não estou mais no Globo. Vou concluir o mestrado e me preparar para quando o Carnaval chegar", escreveu.

Estariam também entre os dispensados as repórteres Carla Alencastro, Isabela Bastos, Laura Antunes e Paula Autran, além dos diagramadores Claudio Rocha e Télio Navega. Fernanda Escóssia já havia sido "rebaixada" da função de editora em 2014 e foi demitida na última terça-feira (6/1).

Procurado, o diretor de redação do jornal, Ascânio Seleme, não foi encontrado para comentar o assunto. Já o Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo. "Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro", escreveu.

"Otimização, revisão de processos, reestruturação. Eufemismos corporativos foram usados pela Infoglobo para justificar demissões em série de jornalistas de ‘O Globo’", acrescentou o sindicato, reproduzindo ainda a resposta do jornal.

"Ao Sindicato, a empresa negou que esteja em crise e tratou as demissões como uma ‘medida de otimização após a revisão de dos processos da empresa’. Essa revisão, ainda segundo a Infoglobo, ‘constatou que haviam diferentes unidades produzindo o mesmo tipo de trabalho’ e a necessidade de ‘um modelo de convergência’", afirmou o Sindicato.

A entidade afirma que tem uma reunião marcada com a empresa "para o início da semana que vem", e que pretende cobrar explicações. O Sindicato diz que seu setor jurídico analisa possíveis irregularidades cometidas pela empresa durante as demissões.

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