"A abordagem é fundamental para quebrar o estigma", diz Flávia Cintra

Alana Rodrigues* | 24/06/2016 16:45


O segundo painel do Fórum Cobertura Paraolímpica,  idealizado por IMPRENSA e realizado nesta sexta-feira (24/6), nos estúdios da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo (SP), abordou os "Impactos da paraolimpíada no contexto da inclusão social".

Crédito:Reprodução
Debate os "Impactos da paraolimpíada no contexto da inclusão social"

Participaram do diálogo o secretário adjunto de Marianne Pinotti na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), Dudu Braga, a repórter do programa Fantástico na TV Globo, Flávia Cintra e o repórter e colunista da Folha de S.Paulo, Jairo Marques.

Os profissionais discutiram sobre questões ligadas à inclusão social por meio do esporte, o paradigma social sobre deficiência, e de que maneira o movimento de inclusão social fomentado pela competição no Brasil estimula a criação de políticas públicas e interesse da população sobre o tema.

Flávia destacou que há certa frustração em saber que o evento não será tão expressivo quanto esperava, mas que o legado cultural será grandioso, o que deve refletir nas microrrelações da sociedade. "É nossa oportunidade de afinar o olhar sobre a paraolimpíada, aprender a abordar o tema e abandonar modelos antigos".

Marques ressaltou o impacto visual com a chegada dos atletas ao país e a chance de discorrer sobre a imagem atual que se prega aos paratletas. "O esporte é uma oportunidade ímpar de debater o assunto. Inicialmente, haverá um burburinho no Rio de Janeiro, mas acredito que a mídia criará um clima nacional".

Para Braga, o grande legado dos jogos é trazer as pessoas com deficiência para as ruas, o que abre espaço para deixar o estereótipo de "coitado". "Só o fato de participar já é uma superação. É importante também para estabelecer a convivência", refletiu.

O repórter da Folha lembrou da cobertura das competições de bocha nos Jogos Paralímpicos de Londres, onde viu o estádio lotado e a comemoração dos brasileiros ao ganhar. "Era uma celebração da diversidade. Aquilo causou um impacto muito grande, uma catarse, era maravilhoso de ver".

Os profissionais também destacaram a importância da cobertura da mídia, a necessidade em investir em pautas criativas e o cuidado com as palavras. Ao dar dicas, como contar histórias das famílias dos paratletas, eles citaram informações disponíveis em manuais que explicam como abordar o assunto de forma correta. "A abordagem é fundamental para quebrar o estigma", acrescentou Flávia.

*Com supervisão de Vanessa Gonçalves

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