"É uma evolução", diz repórter da NHK sobre cobertura paraolímpica

Alana Rodrigues* | 24/06/2016 17:45


O terceiro painel do Fórum Cobertura Paraolímpica, promovido por IMPRENSA e realizado nesta sexta-feira (24/6), nos estúdios da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo (SP), discutiu os "Desafios da Cobertura Paraolímpica”.

Crédito: Reprodução
Andre Brasil e Lilian Migliorini falam sobre os desafios da cobertura paraolímpica
Participaram do debate o nadador paralímpico, Andre Brasil, e a jornalista da NHK Japan Broadcasting Corporation, Lilian Migliorini. Eles abordaram cases do jornalismo mundial e as posturas assertivas que os jornalistas podem assumir durante os eventos.

André afirmou que percebeu uma mudança no tratamento da mídia, embora questione o foco dos veículos ao lado negativo dos fatos. Segundo ele, os jornalistas procuram saber mais das vitórias e conquistas dos paratletas. "O atleta também pode ensinar como os profissionais devem retratar o assunto", observou.

Lilian destacou que o Rio de Janeiro (RJ) aprendeu pouco para sediar os Jogos. Depois de acompanhar o evento em Toronto, no Canadá, a jornalista se prepara para a cobertura na NHK, que tem exclusividade na transmissão. "O acompanhamento acaba sendo mais específico, você aprende categorias e a forma de falar com o atleta. É uma evolução".

A repórter reforçou ainda o trabalho do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para divulgar informações no sentido de ajudar a imprensa a cobrir as competições. "É um trabalho que a mídia tem que fazer", disse. 

Os convidados também comentaram sobre os problemas de infraestrutura na questão de acessibilidade, a importância do voluntariado  para a realização do evento, o papel da imprensa em engajar o público para assistir e acompanhar o evento, além de produzir grandes conteúdos.

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves

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