Entidade promove ato contra prisões de jornalistas na Venezuela e denuncia agressões

Redação Portal IMPRENSA | 24/03/2014 12:00
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Jornalismo (SNTP) da Venezuela realizou um protesto no último domingo (23/3) contra a prisão de dois jornalistas e pediu o fim das agressões aos profissionais de imprensa. Os ataques ocorreram dois dias após uma reunião da União das Nações sul-americanas (Unasul) sobre a crise política no país.

Crédito:Reprodução
Sindicato diz que 74 jornalistas foram agredidos em protestos na Venezuela

Segundo O Estado de S. Paulo, a procuradora-feral da República, Luisa Ortega Díaz, admitiu que houve repressão contra opositores ao governo quando confirmou a investigação de 60 casos de violações de Direitos Humanos por policiais. Ela informou que 15 agentes de segurança estão presos. "Houve excessos de policias, que estão sendo investigados. Houve um ataque à GNB, e entre os investigados estão agentes da Polícia de Chacao, acusados de um suposto homicídio", declarou. 

Mildred Manrique, jornalista do Diário 2001, foi presa em Altamira, bairro de classe média de Caracas, e levada ao Destacamento N 51 da GNB, onde ficou presa por três horas. Houve uma operação de busca e apreensão no apartamento da profissional, onde a GNB acreditava haver um estoque de coletes a prova de balas e munições.

Israel Ruíz, repórter do time de beisebol Tiburones de La Guaria, seguia detido no último sábado (22/3) pela GNB em Altos Mirandinos, no Estado de Miranda. Ele foi preso no estacionamento do prédio onde mora.

O secretário geral do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa, Marco Ruíz, informou a ocorrência de 74 agressões da guarda contra 56 jornalistas desde 12 de fevereiro, quando os protestos se tornaram mais intensos. Desses casos, 32 foram de intimidação, 18 de detenção, 13 de ataques físicos e 11 de roubo.