EI mantém silêncio após prazo final para troca de jornalista e piloto por terrorista

Redação Portal IMPRENSA | 30/01/2015 16:00
O prazo final fixado pelo Estado Islâmico (EI) para trocar o  jornalista japonês, Kenji Goto, e do piloto jordaniano, Muath al-Kaseasbeh, pela terrorista iraquiana Al-Rishawi expirou no fim da última quinta-feira (29/1) e o paradeiro dos reféns segue indefinido, garante o governo da Jordânia.

Crédito:Reprodução
Estado Islâmico não enviou provas de que os reféns estão vivos

De acordo com AP, o governo da Jordânia declarou que só libertaria a prisioneira condenada à morte se fosse apresentada uma prova de que o piloto estava vivo. No entanto, o EI não manteve contato após o ultimato dado na quarta (28/1).

O porta-voz militar jordaniano, Mamdouh al-Ameri, disse que pretendem informar "qualquer novidade no tempo devido" e pediu ao povo da Jordânia que não prestem atenção a rumores. Até o momento, as autoridades japonesas também não apresentaram novidades.

Yoshihide Suga, porta-voz do governo japonês, disse aos jornalistas: "não há nada que eu possa dizer a vocês" e reiterou que o Japão "confia fortemente" na Jordânia para ajudar a salvar o refém japonês Kenji Goto.

Ultimato

A última mensagem de áudio divulgada pelo Estado Islâmico dizia que o piloto, o tenente Muath al-Kaseasbeh, seria morto se Sajida al-Rishawi, integrante da Al-Qaeda condenada à morte na Jordânia, não fosse libertada na fronteira turca até o pôr-do-sol de quinta-feira, horário do Iraque. Porém, a declaração não deixava claro o que aconteceria com Goto se a iraquiana não fosse trocada até o prazo final.