A mídia está passando por uma “quebra de paradigmas”, diz Heródoto Barbeiro

Mariana Rennhard* e Danillo Oliveira* | 25/07/2012 14:45
O jornalismo e a mídia, de uma maneira geral, estão passando por uma “quebra de paradigmas”. É isso o que pensa Heródoto Barbeiro, âncora do “Record News”. Para o jornalista, essa mudança é consequência do advento da internet e das redes sociais. 

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Barbeiro acredita que uma das características dessa mudança é que hoje “todas as pessoas ganharam o poder não só de serem receptores, mas também de serem transmissores. Ou melhor, qualquer cidadão, hoje, pode ser um jornalista. Claro, desde que ele siga os princípios básicos da ética jornalística”.

Crédito:Divulgação
Barbeiro fará parte de um dos paineis do Midia.jor

Segundo ele, o que vivemos hoje é uma ampliação das possibilidades de emissão da notícia. “Nós quebramos aquela estrutura em que você tinha quatro ou cinco emissores e milhões de receptores, para que a gente possa ter milhões de emissores, que podem ser blogs, sites, Facebook ou qualquer outra página na internet”, considera. 

No entanto, a introdução dessas mudanças e a chamada “quebra de paradigmas” trazem desvantagens. Heródoto Barbeiro cita um exemplo: “Algumas pessoas acham que isso [a confluência de mídias] aumentou a velocidade com a qual as notícias são expostas, principalmente na internet, e elas são feitas sem apuração. Mas o fato de a notícia ser rapidamente exposta na internet não dá o direito a nenhum grupo na internet, a nenhum site, a nenhuma página, de publicar alguma coisa que não foi checada ou apurada corretamente”. 

Barbeiro participará do Painel IV do mídia.JOR – “Caminhos da notícia: desafios da cobertura 24 horas”. “É uma possibilidade de fazermos esse debate no momento em que a mídia, de uma maneira geral, está passando por uma quebra de paradigmas, com o advento da internet e das redes sociais”, afirma. O jornalista destaca, no entanto, que este é um processo que está em andamento, mas, justamente por isso, “nada mais oportuno do que a gente ter a oportunidade de discutir a respeito disso”. 

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves