No mídia.JOR, profissionais discutem a relação entre público e jornalistas nas mídias digitais

Redação Portal IMPRENSA | 12/09/2012 17:30
Na tarde desta quarta-feira (12/9), Ana Brambilla, editora de mídias sociais da Editora Globo; Felipe Machado, diretor de mídias digitais do Diário de S. Paulo; e Eliane Leme, diretora-executiva do band.com.br, se reuniram no Painel Diálogos III do mídia.JOR para debater o tema "Jornalismo Digital: profissionais multifacetados, leitores participativos". A mediação do debate foi feita por Thaís Naldoni, gerente de Jornalismo de IMPRENSA. 
Alf Ribeiro
Painel debate convergência
Felipe Machado ressaltou a importância dos profissionais de imprensa serem "totalmídia" e elaborou uma esquema dos "caminhos da notícia" de hoje. Segundo ele, primeiro, a notícia vai parar no Twitter e no Facebook sem muita apuração. Depois dessa postagem é que os profissionais começam a buscar mais informações sobre o que está acontecendo e, então, a notícia segue para o blog, o rádio, a foto, o vídeo e, enfim, concretiza-se em uma matéria e uma análise.

No entanto, Machado destaca que o jornalista tem que se sobressair nessa tarefa de noticiar o que acontece, uma vez que hoje em dia muitas pessoas veiculam a mesma informação na internet. "O jornalista tem que ter a ética na apuração, a isenção para ouvir os dois lados. Isso distingue os jornalistas das pessoas que comunicam as mesmas notícias", disse.

Ana Brambilla, por sua vez, enfatizou a habilidade que o jornalista deve ter em se relacionar com o público. Para ela, "cada vez mais os leitores começam a ganhar voz e participar de debates" e isso deve ser levado em consideração quando os jornalistas exercem sua atividade. Nesse sentido, Ana falou em "personificação", principalmente nas redes sociais, tanto dos profissionais de imprensa quanto das empresas de comunicação, para que eles se aproximem do público.

A editora de mídias sociais da Editora Globo mencionou a participação do público na produção de conteúdo. "Muda o movimento. Os jornalistas não ficam mais na zona de conforto, eles vão de encontro ao conteúdo", afirma. "O público está produzindo conteúdo, é fato. Será que eles são nossos concorrentes? Tem muito jornalista que os teme e não admite o jornalismo colaborativo. Mas vamos chamar esse público para perto da gente", defendeu Ana.

Eliane Leme começou sua fala no mídia.JOR mostrando pesquisa e números sobre as mídias sociais. "A tecnologia mudou tudo. Mudou a forma como a gente produz o conteúdo", disse.  A diretora-executiva do band.com.br defendeu a participação do público no jornalismo, embora tenha ressaltado dois aspectos dessa colaboração. "A colaboração do público pode trazer informação nova para o jornalista e abastecer o veículo. Mas ela pode ser prejudicial também", considerou. "Você acaba tendo uma visão muito mais social, e absolutamente legítima, da notícia", acrescentou.