Para Osvaldo Vitta, é preciso convencer empresas a investir no jornalismo investigativo

Mauricio Kanno | 09/10/2013 16:00
“Um desafio importante é convencer a empresa a investir no jornalismo investigativo; é preciso enviar o repórter ao local, só assim ele vai conseguir sentir o drama”, disse Osvaldo Vitta, diretor do núcleo de jornalismo da rádio Rede Brasil Atual, moderador do painel “Diálogos VIII – Jornalismo Investigativo: ferramentas e conflitos éticos na apuração” no seminário mídia.JOR.

Crédito:Alf Ribeiro
Diretor de jornalismo acredita que é preciso convencer as empresas a fazer jornalismo investigativo

Ele, que tem 40 anos de jornalismo, incluindo passagens por Band e Folha de S.Paulo, considera que, para o dia a dia, é necessária a apuração pelo telefone ou internet, mas para algo que faça a diferença, é preciso tempo e esforço extra. 

Vitta deu o exemplo da Rede Brasil Atual, voltada a direitos humanos, movimentos sociais e mundo do trabalho. “É uma rádio nova e pequena, de apenas um ano de existência. Mas com o investimento em repórteres, já conseguimos prêmio e menção honrosa no Vladimir Herzog.” 

Ele referiu-se, respectivamente, ao envio da repórter Marilu Cabañas ao Mato Grosso do Sul checar a situação de índios Guarany-Kayowá; e ao trabalho “Dores do Parto”, da repórter Anelise Moreira, sobre grávidas como que são forçadas por médicos a cesareana – apuração executada conciliando com a rotina diária.

Sobre os participantes no debate, conhece bem Roberto Cabrini, com quem trabalhou na Bandeirantes. “Foi alguém que conquistou seu espaço em uma emissora sem tradição de jornalismo”, elogia. Já CartaCapital e Folha de S.Paulo, de onde são os demais jornalistas convidados para o painel, indica como veículos que já têm grande tradição como um todo no jornalismo investigativo.

O mídia.JOR acontece nos dias 07, 08 e 09/10, no teatro da Aliança Francesa, em São Paulo (SP). O evento, realizado por IMPRENSA, é patrocinado pela Oi, com apoio da Aliança Francesa, Fenaj, Abert, Abradi, Aner e ANJ.