Mensalão está entre as coberturas marcantes de 2013 para âncora da GloboNews

Gabriela Ferigato | 16/01/2014 09:30
Incêndio da Boate Kiss (Santa Maria-RS), mensalão, manifestações de junho e Jornada Mundial da Juventude estão entre as coberturas mais marcantes de 2013 para a jornalista Leilane Neubarth, da Globo News, finalista da categoria Âncora de telejornal na 10ª edição do “Troféu Mulher IMPRENSA”.

Com trinta anos de profissão, Leilane aponta a cobertura do Rally Paris Dakar, em 1999, como uma das mais importantes de sua carreira. “Entre cinquenta caminhões, o nosso ficou em terceiro lugar e tenho em casa um troféu, o livro que escrevi e as memórias de uma história linda que pretendo contar aos meus bisnetos”.

Crédito:divulgação
Leilane Neubarth é finalista da categoria Âncora de telejornal

Qual a importância do “Troféu Mulher IMPRENSA” para você e para a sua carreira?
É o reconhecimento de um trabalho. No caso do “Mulher IMPRENSA” a premiação é ainda mais importante, porque é a opinião dos colegas, dos jornalistas que sabem exatamente o que é se dedicar 24 horas por dia à notícia e a levá-la com clareza , ética e equilíbrio aos telespectadores. Acredito que só essa indicação já é esse reconhecimento ao trabalho. São tantas jornalistas de qualidade no nosso país, que tenho muito orgulho de estar entre as indicadas depois de trinta anos de profissão.
  
Quais trabalhos que você realizou em 2013 que destaca como mais marcantes/ importantes?
2013 foi um ano muito importante e rico em notícias. Para mim, especialmente, tudo exige muita responsabilidade, porque a maioria dos fatos acontece justamente ao vivo na hora do meu jornal, entre 18 e 19h30.  O ano começou com muita tristeza, com o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS). A tragédia mexeu com todo o Brasil, mas comigo de modo especial porque tenho dois filhos que poderiam estar numa boate como aquela. 

Sério também, e emocionante, foi a cobertura do Mensalão. Foram horas e horas com a difícil tarefa de traduzir para o público o “juridiquês”, explicar o que acontecia num meio tão hermético como a Suprema Corte brasileira e ter isenção ao falar de um tema que mexe com ética, corrupção e paixão política. 

Um grande desafio também foi a cobertura das manifestações. O país em ebulição, justas manifestações que, vez por outra, descambavam para o vandalismo. Narrar esses fatos ao vivo é estar andando em cima de uma navalha.

O quarto grande tema do ano foi o mais prazeroso e agradável: a Jornada Mundial da Juventude. Acompanhar a trajetória do Papa Francisco no Rio de Janeiro, mostrar ao vivo a devoção e alegria dos jovens, a simplicidade e o carisma desse líder da Igreja Católica, mesmo pra mim que não sou católica foi uma delícia.
     
Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?
Isso é uma covardia com uma jornalista com trinta anos de profissão e prazer no que faz. Seria como escolher um filho preferido entre tantos. Mas acho que, para o público, o momento mais marcante foi a cobertura do Rally Paris Dakar. Pela primeira vez uma sul-americana competia na corrida e ainda trazia as notícias lá de dentro, mostrando não só a competição e seus participantes, como os bastidores do evento esportivo mais perigoso do planeta. E o melhor: entre 50 caminhões, o nosso ficou em terceiro lugar e tenho em casa um troféu, o livro que escrevi e as memórias de uma história linda que pretendo contar aos meus bisnetos.   

Por que você acredita que figurou entre as finalistas do “Mulher IMPRENSA 2014”?
Acho que minha carreira sempre foi marcada pela honestidade do meu trabalho, a franqueza com que apresento e a coragem de estar sempre aceitando projetos desafiadores e novos. Há quatro anos na Globonews tenho a alegria de fazer um jornalismo diferente. Hard News sim, mas apresentado com um texto simples, uma espécie de conversa com o telespectador, e de uma de maneira sincera – não escondendo emoções. Os diretores da empresa me deram essa missão de fazer um jornal diferente dos demais, e me sinto muito realizada ao ver que ele está sendo bem recebido por quem assiste... e olha que o público do canal a cabo é muito exigente, até porque você  ver notícias o dia todo. Então o bom resultado do Ibope mostra que a “Edição das Seis” é um sucesso.   

Na mesma categoria, concorrem as jornalistas Ana Paula Araújo (TV Globo); Patrícia Poeta (TV Globo); Renata Vasconcellos (TV Globo) e Sandra Annenberg (TV Globo).

O "Troféu Mulher IMPRENSA" é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. As votações vão de 14 de janeiro até às 23h59 de 13 de fevereiro de 2014. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas,clique aqui.

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