Finalista do "Mulher IMPRENSA", Annaclarice de Almeida expressa amor pela fotografia

Lucas Carvalho* | 16/01/2014 12:00
A fotografia está presente na vida de Annaclarice de Almeida desde a infância em Pernambuco. Mesmo após 15 anos de carreira, acumulando passagens pela Folha-PEDiário do Commercio e, atualmente, Diário de Pernambuco, com a experiência de ter sido editora de fotografia do site do DP, a profissional não esconde o prazer que ainda sente ao ir "para a rua” e registrar o mundo ao seu redor.

Crédito:Arquivo pessoal
Annaclarice de Almeida é finalista da categoria repórter fotográfico

Responsável pelo trabalho vencedor do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos de 2013, além da indicação ao Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento, no mesmo ano, a fotógrafa agora é finalista na categoria “repórter fotográfica de jornal ou revista” na 10ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA.

À IMPRENSA, a jornalista expõe seu amor pela fotografia e revela o desafio que teve de enfrentar para se firmar como uma das principais repórteres de imagens de Pernambuco.

IMPRENSA - Pensando nesta indicação ao Troféu Mulher IMPRENSA, como encara a carreira como fotógrafa?
ANNACLARICE DE ALMEIDA - Comecei a perceber a fotografia quando ainda era pequena e meu pai era fotógrafo. Lembro de alguns equipamentos fotográficos e da farra que era pra mim quando ele me fotografava e me mostrava aquelas máquinas e luzes. Com o tempo, ele deixou a fotografia de lado e eu fui crescendo e não tive mais tudo aquilo. Mas, nas aulas de fotojornalismo na faculdade, a memória e a saudade vieram à tona. Ao longo desses anos, fiz muitos trabalhos paralelos ao fotojornalismo, mas sempre volto para ele. Eu amo tanto a fotografia que nunca imaginei um prêmio para mim e não para ela!

Para você, o mercado de trabalho encara a mulher diferente do homem?
Não hoje em dia. Mas já encarou sim, uns 20 anos atrás. Era complicado, pelo menos eu senti isso, já que eu era praticamente a única que fazia fotojornalismo policial aqui em Pernambuco. Tive que me impor inúmeras vezes.

Você acredita que, como fotógrafa, existe o chamado "olhar feminino"? E como você o definiria?
Eu nunca analisei dessa forma porque a fotografia está dentro de mim desde minha infância. Como sou mulher, acho inevitável essa separação, sempre vai ter o "olhar feminino", mesmo sem querer. É o que a gente aprendeu na vida, a personalidade de cada um que vai em cada foto. Não tem como fingir.

Como se sentiu ao saber que havia sido indicada ao Troféu Mulher IMPRENSA?
Quando me ligaram avisando, eu estava no meio de uma pauta complicada e atendi já precisando desligar! Pensei que fosse “freela”, trote, sei lá! Só depois a ficha caiu! Me senti orgulhosa porque dessa vez [o prêmio] não era para uma foto, era para mim! Liguei logo para painho!

Além de Annaclarice, concorrem na mesma categoria as fotógrafas Ana Carolina Fernandes (freelancer, agência Reuters), Márcia Foletto (O Globo), Marlene Bergamo (Folha de S. Paulo) e Monique Renne (Correio Braziliense).

O "Troféu Mulher IMPRENSA" é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. As votações vão de 14 de janeiro até as 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas, clique aqui.

* Com supervisão de Thaís Naldoni

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