Dia das Mães: “Ser mãe jornalista é misturar o jornal às fraldas”, diz Veruska Donato

Por Thaís Naldoni, gerente de Jornalismo e Alana Rodrigues, da Reportagem | 09/05/2014 18:45
Para celebrar o “Dias das Mães”, IMPRENSA convidou profissionais que contaram as belezas e dificuldades de concilias duas funções que exigem dedicação integral: mãe e jornalista. Confira a seguir. 

Veruska Donato, repórter da TV Globo
Crédito:Arquivo Pessoal
"Ser mãe jornalista é cobrar deadline quando a criança almoça", diz Veruska
Ser mãe jornalista é não ter hora nunca porque notícia acontece quando tem que acontecer. É saber como faz, o que faz, quando e porque, mas mesmo assim fazer do seu jeito porque mais vale um gosto do seu filho do que o manual de um entrevistado. Ser mãe jornalista é olhar seu filho já crescido e achar uma "gracinha" quando ele te enfrenta porque é questionador como você. Ser mãe jornalista é misturar o jornal às fraldas, chupetas e mamadeiras na sacolinha de passeio. Ser mãe jornalista é cobrar deadline quando a criança almoça, faz tarefa, brinca , é sobretudo,  conhecer o mau, mas achar que jamais vai acontecer com seu bebê, ser mãe jornalista é esquecer tudo o que você aprendeu para amar sem regras quem te chama de mamãe. 

Denise Crispim, jornalista e vice-presidente (voluntária) do Instituto Abrace
Crédito:Arquivo Pessoal
"Espero que ela desfrute e seja capaz de mergulhar em bons textos", diz Denise Crispim
Bem, em relação a outras mães acho que tenho o privilégio de poder trabalhar com produção de conteúdo, algo que, pelo menos parcialmente, eu consigo fazer em casa, sem restrições de horário. Isso me permite acompanhar mais de perto o tratamento da Sofia, sua rotina de terapias e avaliações, assim como parte de sua vida escolar. Claro, nem tudo são flores. Trabalho muito, tenho que estar sempre acompanhando notícias, publicações e isso faz com que, mesmo em casa, eu esteja sempre com os olhos e o coração dividido. O lado bom, entretanto, é ver a filha cheia de orgulho, contar para os amigos a cada texto ou projeto publicado, porque, para eles jornalista, é quase um super-herói. Também acho muito bacana poder mostrar para ela os olhares múltiplos, tantos encantos e desencantos que a profissão nos traz. Mesmo que não seja intencional, nossa profissão e nossa vida influenciam muito nossos filhos. Tanto que ela, aos 8, já escreve comigo uma coluna para a Revista Incluir, na qual falamos sobre viagens, lazer e acessibilidade. Não espero que ela seja jornalista no futuro, espero apenas que ela desfrute e seja capaz de mergulhar em bons textos e que crie seus próprios universos, reais e imaginários.