Para Luiz Andreoli, Copa de 82 surpreendeu a imprensa

Por Alana Rodrigues* | 07/06/2014 14:00

Com mais de 20 anos de televisão, o jornalista Luiz Andreoli, que se destacou como repórter e apresentador esportivo de TV da Rede Globo e da Band nos anos 80 e 90 e agora se dedica ao blog AndreoliTV, acompanhou quatro Copas do Mundo e pôde presenciar a atuação da seleção comandada pelo técnico Telê Santana, em 1982, na Espanha.


A 12ª edição das copas foi a primeira a contar com 24 seleções. Para o jornalista, a mais surpreendente dos 105 países que participaram das eliminatórias era a que contava com jogadores como Leandro, Júnior, Toninho Cerezo, Paulo Roberto Falcão, Zico, Sócrates e Éder.

"Eu cobri quatro copas. Todas atuando como âncora. Em 82 e 86 eu fiz pela Globo, e em 92 e 94 pela Bandeirantes. A que mais surpreendeu foi a de 82, quando o Brasil era favorito demais e acabou perdendo para a Itália. Acho que foi a mais surpreendente para todos os jornalistas", conta.

Após os 90 minutos e três gols do atacante Paolo Rossi, o sonho havia se desmanchado: 3 x 2 para os italianos. A atuação em campo, porém, foi marcada pelo futebol envolvente, com estilo de toques e ultrapassagens que encantou imprensa, torcedores e, inclusive, adversários.

As expectativas para este ano também são positivas. "Eu acho que o Brasil é o favorito sempre. Claro que o time da casa joga mais pressionado e prestigiado, porém, a responsabilidade é muito maior", destaca Andreoli.

Uma possível derrota em casa, seria, para o jornalista, mais marcante que a de 1950, lembrada pela fatídica derrota para o Uruguai, no Maracanã. "O impacto será maior ainda. Hoje em dia tem mais gente assistindo e a repercussão é mundial. Em 1950, foi doloroso demais, entretanto, poucas pessoas acompanharam. Desta vez, são milhões de telespectadores no mundo", pondera.

Andreoli avalia que os atos pautados contra o evento no Brasil são justos, pois o país não teve uma preparação completa para sediar o Mundial. "O Brasil vive um momento muito difícil onde falta tudo: educação, hospital, emprego, que são fatores básicos para o povo. Há ainda a ausência de apoio do governo, que, em compensação, está gastando uma fortuna nos estádios que devem ficar como elefantes brancos depois da Copa", acrescenta.

*Com supervisão de Thaís Naldoni

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