"Estadão" continua cortes na redação; caderno de "Esportes" chega ao fim

Vanessa Gonçalves, Jéssica Oliveira e Lucas Carvalho | 07/04/2015 17:45
Nesta terça-feira (7/4), o jornal O Estado de S. Paulo continuou os cortes na redação iniciados na última segunda (6/4). No total, 120 profissionais foram demitidos, entre eles quarenta jornalistas, segundo informações do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP).

Crédito:Reprodução
Jornal fechou o caderno de "Esportes" após demissões em massa

O caderno de "Esportes" demitiu nesta terça (8/4) mais quatro repórteres — Wilson Baldini Jr., Fabio Hecico, Amanda Romanelli e Sanches Filho. Economia dispensou três jornalistas — Cley Scholz, editor de economia do portal; Nayara Fraga e Neemias Ramos Freire. Editores e fechadores também continuam.

IMPRENSA apurou que uma repórter de "Internacional" pediu dispensa e que o setor de correspondentes também foi atingido pelos cortes. 

Caderno de "Esportes" chega ao fim

No entanto, a maior mudança após as demissões em massa incorre no fechamento do caderno de esportes, que terá circulação apenas aos domingos. Durante a semana, as notícias do tema serão distribuídas em outras seções. 

Desde 2013, a seção esportiva vinha sendo incorporada ao primeiro caderno às terças, quartas, quintas e sexta, tendo apenas duas páginas de exposição. O caderno de "Esportes" saía separadamente apenas aos sábados, domingos e segundas.

Ficam na editoria os jornalistas Ciro Campos, Daniel Batista, Vítor Marques, Raphael Ramos, Gonçalo Junior, Paulo Fávero, Renan Fernandes e Nathalia Garcia, que serão responsáveis por coberturas de fôlego como Copa América, Panamericano, Pré-olímpico e Olimpíada.


Assembleia de urgência


Em nota, o SJSP diz que as justificativa do Estadão para o corte em massa são as "dificuldades econômicas enfrentadas pela empresa". No entanto, a entidade manifestou oposição às demissões e questiou os números apresentados pela empresa. 


Na próxima quarta (8/4), a direção do SJSP  fará uma assembleia de urgência para analisar a situação e buscar as formas de enfrentá-la. "Nossa categoria não pode ver simplesmente as empresas despejarem em suas costas o peso das dificuldades pelas quais passam. Para fazer frente a esta situação, é preciso união e firmeza em defesa dos interesses coletivos. Venha à assembleia e fortaleça nossa categoria", diz a entidade.

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