"Folha" inicia demissões que podem atingir 50 jornalistas; suplementos serão encerrados

Vanessa Gonçalves e Alana Rodrigues | 10/04/2015 12:15
Atualizada às 17h

Desde a última quinta-feira (9/4), a Folha de S.Paulo iniciou o corte de profissionais na redação. Na semana passada, o jornal Agora São Paulo, pertencente ao mesmo grupo, já havia demitido sete funcionários. A empresa alega diminuição da verba publicitária como motivo para a redução do quadro de trabalhadores.

Crédito:Reprodução
Jornal alega falta de verba publicitária para manter quadro de funcionários

IMPRENSA apurou que Diógenes Campanha, da Agência Folha; Rodrigo Machado e Bia Bittencourt, da TV Folha; e Paulo Peixoto, correspondente em Belo Horizonte (MG); Luisa Alcântara, editora de "Turismo", e  Giovanna Balogh, de "Cotidiano", estão na lista de demitidos.

Da sucursal de Brasília saíram Severino Motta e Sérgio Lima, enquanto do Rio de Janeiro foram cortados Pedro Soares e Fernanda Godoy, que foram consultados pela direção do diário e aceitaram sair. Além deles, sete profissionais do banco de dados deixam o jornal e uma vaga no setor foi fechada

Até o momento, 25 jornalistas já foram afastados. No entanto, a previsão é que cerca de 50 profissionais sejam cortados. Até o momento, sabe-se que o jornal pretende demitir dois jornalistas de "Cotidiano", quatro repórteres do caderno de "Esporte", dois do Folhapress e um de "Mercado".

Mudanças estruturais

Além da diminuição do quadro de funcionários, a Folha também fará mudanças estruturais no jornal. A partir de agora, todos os suplementos serão descontinuados e incorporados a outros cadernos, com exceção de "Turismo". Por exemplo, o suplemento de "Ciência" terá espaço em "Cotidiano".

Com esta alteração, os suplementos continuam como páginas em seus respectivos dias, mas feitos por uma editora unificada, que agregará todos os repórteres que sobreviverão ao corte. Eles serão comandados pela jornalista Laura Mattos, que era editora da "Folhinha".

Procurada, a secretaria de redação do jornal ainda não comentou os cortes e as mudanças estruturais do diário.

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