Marcelo Rezende fala sobre início de carreira e lançamento do livro “Corta pra mim”

Camilla Demario | 05/11/2013 16:00
Marcelo Rezende comprou seu primeiro computador há cinco meses. Foi casado três vezes, tem cinco filhos com cinco mães diferentes e sempre dormiu em quarto separado. “Eu gosto de acordar de madrugada para ler, então imagina você dormir e toda noite um babaca acende a luz? Não há quem aguente”, diz. Lê quase um livro por dia quando tem tempo, que segue cada vez mais escasso. Seu programa na Record, “Cidade Alerta”, vai ao ar de segunda a sábado com 3h20 de duração e em novembro entrega seu primeiro livro, publicado pela Editora Planeta (a mesma do bispo Edir Macedo) com o título “Corta para mim”.

Crédito:Pablo de Sousa
Apresentador do "Cidade Alerta" começou a carreira no jornal "O Globo"
Nascido em uma família classe média baixa do Rio de Janeiro, até os 17 anos Marcelo não queria saber de estudar. Matriculado em um curso técnico de mecânica, estava decidido a deixar a matemática de lado para arranjar um emprego. Seu primo, Merival Júlio Lopes – a quem dedica seu livro – um dia o convidou para conhecer o Jornal dos Sports, em que trabalhava. “Fiquei parado na porta observando e de repente vi um senhor. E o cara, coitado, estava um pouco atrapalhado, fazendo uma lista dos times de um campeonato promovido pelo jornal. Cheguei e disse: ‘Seu moço, você quer que eu dite para o senhor?’”

O “moço” em questão era o editor-chefe do jornal que, no mesmo dia, ofereceu a ele uma vaga de repórter. “Minha primeira matéria foi justamente sobre esse campeonato. Quando voltei para a redação, o editor perguntou como ia assinar e eu disse que meu último sobrenome era Fernandes. Ele falou: ‘Fernandes é um nome de merda’. Fiquei com a maior vergonha (risos). Acabou escolhendo Marcelo Rezende, e aí ficou.”

Já confiante no papel de jornalista, alugou um apartamento com amigos em Copacabana e ficou três dias sem ir trabalhar depois de conhecer uma garota. Só não sabia que seu chefe tinha uma lista com dois nomes para serem demitidos e que nenhum deles era o seu. “Mas uma das pessoas se atrasou e eu cheguei na hora. O cara já estava danado comigo, me mandou embora com toda razão”, lembra.

Logo entrou na Rádio Globo e meses depois foi contratado como redator de esportes de O Globo. “Talvez eu tenha sido o redator mais novo da história do jornal. Meus companheiros eram Agnaldo Silva, Gilberto Braga, uma turma da pesada e eu com um milésimo do talento deles. Mas um dia pensei: ‘Eu com 21 anos, sentado na redação? Esse negócio não vai ser bom para o meu futuro.’” Pediu então para ir para a reportagem e, aos 23 anos, já era repórter especial. Em 1979, aos 28 anos, Marcelo foi convidado por João Areosa para ir para a revista Placar, da Editora Abril. “Eu ganhava tipo 19 mil qualquer coisa, e me ofereceram 42 mil. Mas ele me disse que tinha um problema: que a revista ia fechar. Achei que ele estava bêbado, mas disse: ‘Está fechado’. E foi maravilhoso. Fiquei lá um monte de ano, ganhando bem pra burro, viajando e ainda tendo o privilégio de continuar do Rio e escrever uma vez por semana (risos).”

Leia a reportagem completa na edição 295 de novembro da IMPRENSA.