Artigo: Estilos de Vida Globais, Consumo e Cultura de Massa, por Cristiane Sampaio*
Artigo: Estilos de Vida Globais, Consumo e Cultura de Massa, por Cristiane Sampaio*
Atualizado em 11/07/2007 às 15:07, por
Cristiane Sampaio e estudante de Pós-Graduação em Comunicação Organizacional pela Unisa.
Artigo : Estilos de Vida Globais, Consumo e Cultura de Massa, por Cristiane Sampaio*
Por São os sinais exteriores que nos fazem sentir cada vez mais em um mundo globalizado. Marcas como McDonalds, Coca - Cola, cosméticos Revlon, entre milhares de outros, são nomes conhecidos em qualquer lugar do mundo. Mesmo estando no Brasil ou na China, ao assistirmos um filme americano, tanto o brasileiro como o chinês, estarão expostos a esses universos que comportam objetos globais, consumidos por todos nós.Cruzamos fronteiras sem sairmos da poltrona de nossas casas, caracterizando a sociedade em que vivemos como uma sociedade global de consumo - peculiaridade do mundo moderno. Um bom exemplo é o da propaganda do cigarro Malboro, em que um cawboy americano é símbolo da marca, que é passado no faroeste norte - americano, contudo, esse comercial não atinge somente os telespectadores dos Estados Unidos, mas de todo o mundo, e essa publicidade traz um valor universal que atinge qualquer sociedade.
A publicidade tem um papel fundamental no mundo globalizado. Ela se torna uma força reguladora, pois a tradição de qualquer sociedade não é suficiente para orientar uma conduta, pois ela desperta o desejo do consumidor, fazendo com que ele sinta uma estabilidade social.
Estamos hoje em um conflito entre a modernização acelerada e as críticas a essa mesma modernidade, na qual estilos de vida se confundem com a influência que sofremos da cultura globalizada, fazendo com que cada sociedade perca a sua essência e nos tornando de certa forma, iguais.
A globalização abre as portas para a publicidade internacional invadir as nossas casas, nos instigando ao consumo e fazendo disso um ciclo, no qual ninguém ao certo julga dizer se é maléfico ou benéfico, pois é aceita praticamente como um mal necessário, no qual é preciso se internacionalizar, como também manter a identidade cultural de cada sociedade.
É importante observar que toda a influência sofrida pela globalização é fruto do advento do capitalismo em complementariedade com o sistema neoliberal. É preciso compreender que o Estado não é neutro, portanto, ele representa a ideologia da parte dominante que dirige o Estado naquele momento. Se você está numa sociedade escravajista, o que vai predominar naquela sociedade são as relações de proprietários e escravos. No capitalismo é a mesma coisa, quem predomina no Estado tenta passar a sua ideologia para que ela se mantenha no poder. Daí a compreensão de que o conhecimento, a educação, a comunicação e a cultura no mundo não são neutros, ou seja, sofrem influências diretas, no seu estilo de vida, de toda uma globalização infindável. Logo, a comunicação é instrumento de trabalho vital para o sistema capitalista. E sendo o capitalismo um sistema econômico vigente, atuante e onipresente há mais de 300 anos, é natural que as pessoas sofram uma descarga cultural, cuja contestação não existe, dada a sua forte imposição.
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