Cale a boca, jornalista!: China pode adotar restrições a veículos estrangeiros
Cale a boca, jornalista!: China pode adotar restrições a veículos estrangeiros
Atualizado em 06/07/2006 às 13:07, por
Da redação..
Cale a boca, jornalista!: China pode adotar restrições a veículos estrangeiros
A China anunciou a criação de um projeto de lei que visa restringir a veiculação de matérias sobre "incidentes súbitos" não autorizadas pelo governo. A censura se dará através da aplicação de multas a agências noticiosas, tanto estrangeiras, como locais, que publicarem reportagens consideradas como "falsas ou nocivas para a ordem social da China".O projeto ainda aguarda parecer do Legislativo controlado pelo Partido Comunista. Serão punidas reportagens sobre surtos de doença, desastres naturais, distúrbios sociais e outros sem a permissão oficial. Por "falta" os veículos poderão desembolsar até US$ 12.500.
Wang Yongqing, porta-voz do governo chinês, comunicou a iniciativa durante um evento com jornalistas. Yongqing ocupa o cargo de vice-ministro do Departamento de Assuntos Legislativos do Conselho de Estado da China e disse que as restrições irão atingir toda a mídia residente no país (jornais, revistas e estações de radiodifusão).
Durante o encontro, Wag foi questionado quanto à aplicabilidade da lei a estrangeiros. Para o chinês, "elas devem ser incluídas - da mesma maneira que um jornalista chinês atuando na França ou na Grã-Bretanha tem de se pautar pelas leis desses países". Ele ainda pontua que "Ela visa à atividade. Todos que se envolverem em atividades de reportagem terão de cumprir essas regras".
A imprensa local sofre com tais restrições há muito tempo. No entanto, os correspondentes internacionais, apesar de serem monitorados diariamente pelo governo chinês, seguem os ditames do jornalismo comum. Isto é, "investigam questões políticas e sociais delicadas, incluindo surtos de doenças e incidentes de protestos, que a mídia local não pode noticiar livremente", conforme aponta O Estado de S. Paulo (só para assinantes).
O diário paulista informa que os presentes na palestra não souberam dizer se "os comentários de Wang Yongqing representavam uma decisão do governo de impor novas restrições a organizações noticiosas estrangeiras, ou eram uma expressão de suas opiniões pessoais".






