Cale a boca, jornalista: Prisão de jornalista em Taubaté é condenada pela ANJ

Cale a boca, jornalista: Prisão de jornalista em Taubaté é condenada pela ANJ

Atualizado em 21/05/2007 às 16:05, por Gabriel Kwak e  Rdação Revista IMPRENSA.

Cale a boca, jornalista : Prisão de jornalista em Taubaté é condenada pela ANJ

Por Dura é a vida dos jornalistas que trabalham fora dos grandes centros. Quanto menor a cidade, província ou paróquia, menor é a liberdade de imprensa. O que seria um escândalo internacional na capital, no interior é rotina. De tempos em tempos, histórias de abuso contra a mídia local saltam para as páginas do jornalões.

No último dia 21 de maio, o caso do jornalista José Diniz Junior, editor do semanário Matéria Prima , que circula em Taubaté, no interior de São Paulo, ganhou notoriedade nacional ao ser mencionado pela ANJ (Associação Nacional dos Jornais) como um caso de privação da liberdade de imprensa. Diniz, como é conhecido na cidade, foi preso e ficou 14 dias encarcerado por causa de um artigo escrito por um colaborador em seu tablóide. A "vítima" das tintas, no caso, foi um delegado da cidade.

O editor conta que foi condenado em 2004 e afirma que sua pena está prescrita há mais de um ano, segundo a Lei de Imprensa. "Eu temo novas perseguições. Cada vez que eu for chamado ao Fórum, eu sei que alguma coisa desfavorável vai vir. Matéria Prima é um jornal polêmico, que mexe com autoridades", diz o jornalista. Diniz diz, ainda, que pretende processar o Estado e que é perseguido pelo Judiciário Local.

Antonio de Athayde, diretor executivo da ANJ, disse, em nota oficial publicada no site da entidade, que considera antidemocrática uma legislação que prevê privação de liberdade em função de expressão de opiniões.