Publicidade alternativa: Anúncios de bebidas migram para a internet 

Publicidade alternativa: Anúncios de bebidas migram para a internet 

Atualizado em 02/07/2007 às 10:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Publicidade alternativa: Anúncios de bebidas migram para a internet

A fim de surpreender o público e se distinguir de outras marcas, a nova vodca islandesa Reyka não terá campanha em mídias tradicionais como revistas, jornais e televisão. Já que o público-alvo da propaganda tem passado mais tempo na web do que assistindo à televisão, os anúncios feitos pela Special Ops Media, em Nova York, serão veiculados apenas Online, em um site especial criado para a campanha e nos sites Nerve.com, Theonion.com e Thrillist.com.

A inovação e seus impactos para o mercado publicitário provocam opiniões diversas e, por isso, a medida ainda está sendo adotada por poucas marcas de bebida. Em alguns casos, aumentar o volume desse tipo de publicidade Online pode ser problemático já que a internet pode facilitar a exposição de consumidores menores de idade. "Quando se tem um anúncio de bebida alcoólica na TV, há uma chance de um pai chegar e desligar o aparelho antes que o jovem veja o comercial", afirma George A. Hacker, diretor da Alcohol Policies Project do Center for Science in the Public Interest, uma organização de defesa de direitos em Washington.

Ainda assim, aumenta cada vez mais a lista de marqueteiros de bebidas alcoólicas que decide investir na novidade. Segundo dados da Nielsen/NetRatings Ad Relevance, os gastos com publicidade Online da vendedora de bebidas Fortune Brands teve aumento de 268,2% com relação ao investimento do ano passado.

Na opinião de Wayne Hartunian, diretor de marca global do Seagram´s Gin na Pernod Ricard dos EUA, uma significante vantagem da publicidade Online é a boa leitura de quem está vendo o anúncio e, principalmente, seu comportamento antes e depois de vê-lo. "Você ontem dados - tráfego para o site, de onde o tráfego está vindo, o tempo que as pessoas gastam no site, para quais seções eles vão - e pode fazer ajustes". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.