Brasil é o 13º país mais impune no julgamento de assassinatos de jornalistas, diz estudo

Brasil é o 13º país mais impune no julgamento de assassinatos de jornalistas, diz estudo

Atualizado em 04/06/2009 às 08:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Neste ano, o Brasil passou a integrar o ranking mundial de impunidade no julgamento de assassinato de jornalistas. A informação foi divulgada por um levantamento realizado pela organização norte-americana Committe of Protect Journalist (CPJ). Na listagem, o Brasil aparece em 13º lugar, à frente da Índia, 14ª colocada. "Jornalistas cobrindo crimes, corrupção e políticas locais têm sofrido grandes conseqüências", diz o relatório publicado pela CPJ.

Jornal do Porto
Luiz Carlos Barbon
O índice de impunidade da organização leva em conta o número de casos de homicídios de jornalistas que não foram punidos por cada grupo de um milhão de pessoas. No relatório, são consideradas somente mortes em decorrência do exercício da profissão.

Países deflagrados por guerras, como Iraque, Serra Leoa e Somália lideram o índice, seguidos por Sri Lanka, Colômbia e Filipinas. O Afeganistão é o sétimo colocado na lista, à frente de Nepal, Rússia e Paquistão. Em seguida, aparecem México, na 11ª, Bangladesh e Brasil.

Os jornalistas de veículos impressos são 56,5% das vítimas, enquanto os de TV são 27,1%, os de rádio 19,8% e os de Internet 1,8%. Entre os profissionais de imprensa que sofrem violência, 31,3% são repórteres de mídia impressa, 21,3% de TV, 15,8% editores e 9,4% colunistas ou comentaristas.

Cinegrafistas, produtores e técnicos respondem, juntos, a 17,9% dos profissionais mortos. Já entre os fotógrafos o ídnice chega a 7,6%. A maioria das mortes ocorre por assassinato (72,1%), principalmente por armas pequenas, como revólveres e rifles (53,3%).

O estudo mostra, ainda, que 93,1% das vítimas são homens. A impunidade, nos casos de assassinato, chega a 88,7%. O dado pode ser explicado pelos suspeitos dos crimes: 32% são grupos políticos, e 18,4% são oficiais de governo.

Entre janeiro de 1992 e abril de 2009, foram mortos 735 jornalistas no mundo todo, segundo o levantamento do CPJ.

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