Brasil é o 13º país mais impune no julgamento de assassinatos de jornalistas, diz estudo
Brasil é o 13º país mais impune no julgamento de assassinatos de jornalistas, diz estudo
Neste ano, o Brasil passou a integrar o ranking mundial de impunidade no julgamento de assassinato de jornalistas. A informação foi divulgada por um levantamento realizado pela organização norte-americana Committe of Protect Journalist (CPJ). Na listagem, o Brasil aparece em 13º lugar, à frente da Índia, 14ª colocada. "Jornalistas cobrindo crimes, corrupção e políticas locais têm sofrido grandes conseqüências", diz o relatório publicado pela CPJ.
| Jornal do Porto | |
| Luiz Carlos Barbon |
Países deflagrados por guerras, como Iraque, Serra Leoa e Somália lideram o índice, seguidos por Sri Lanka, Colômbia e Filipinas. O Afeganistão é o sétimo colocado na lista, à frente de Nepal, Rússia e Paquistão. Em seguida, aparecem México, na 11ª, Bangladesh e Brasil.
Os jornalistas de veículos impressos são 56,5% das vítimas, enquanto os de TV são 27,1%, os de rádio 19,8% e os de Internet 1,8%. Entre os profissionais de imprensa que sofrem violência, 31,3% são repórteres de mídia impressa, 21,3% de TV, 15,8% editores e 9,4% colunistas ou comentaristas.
Cinegrafistas, produtores e técnicos respondem, juntos, a 17,9% dos profissionais mortos. Já entre os fotógrafos o ídnice chega a 7,6%. A maioria das mortes ocorre por assassinato (72,1%), principalmente por armas pequenas, como revólveres e rifles (53,3%).
O estudo mostra, ainda, que 93,1% das vítimas são homens. A impunidade, nos casos de assassinato, chega a 88,7%. O dado pode ser explicado pelos suspeitos dos crimes: 32% são grupos políticos, e 18,4% são oficiais de governo.
Entre janeiro de 1992 e abril de 2009, foram mortos 735 jornalistas no mundo todo, segundo o levantamento do CPJ.
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