China volta a acusar imprensa ocidental de distorcer a cobertura sobre Tibete

China volta a acusar imprensa ocidental de distorcer a cobertura sobre Tibete

Atualizado em 24/03/2008 às 11:03, por Redação Portal IMPRENSA.

A agência de notícias estatal da China, Xinhua, publicou nesta segunda-feira (24), um editorial em que acusa a imprensa ocidental de "distorcer" a verdade e agir como "árbitros morais" na cobertura dos confrontos entre tibetanos e chineses, que ocorreram em diversos pontos do país na semana passada.

O texto pergunta se os veículos de comunicação "entendem a história e cultura do Tibete" e se sabem que "muitas pessoas tibetanas dão valor à atual situação (de liderança chinesa)". O artigo também afirma que certas mídias ocidentais negligenciaram os fatos e apresentaram reportagens distorcidas por mais de dez dias.

Segundo informa a BBC, a acusação vem em meio a forte discussão na internet fora da China sobre o papel da imprensa ocidental na questão do Tibete.

O principal jornal em inglês da China, o China Daily , publicou em suas capa, na edição desse fim de semana, imagens dos sites da CNN, Washington Post e "Berliner Morgenpost", mostrando que as fotografias que ilustravam artigos sobre os confrontos do Tibete seriam, na verdade, imagens fora de contexto.

Segundo a agência chinesa, imagens que mostravam soldados nepaleses agredindo manifestantes tibetanos em Katmandu, no Nepal, foram publicadas junto com textos sobre Lhasa, no Tibete, o que causaria a idéia de que a violência teria sido perpetrada pelas forças chinesas.

De acordo com o China Daily , as fotos irritaram chineses usuários da internet que moram no exterior e falam inglês. Esses chineses teriam criticado a imprensa ocidental em salas de bate-papo por não serem fiéis aos fatos. Ao mesmo tempo, paralelamente aos debates, foi publicado na rede os contatos do escritório de Pequim de uma grande organização de mídia americana.

Por conta disso, a organização recebeu centenas de ameaças feitas por telefone e fax. Os jornalistas americanos tiveram que abandonar o escritório temporariamente e agora empregam seguranças extras.

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