Estresse: Um bem ou um mal? - Por Fabiana Scaramella/Universidade São Judas Tadeu
Estresse: Um bem ou um mal? - Por Fabiana Scaramella/Universidade São Judas Tadeu
Muitas pessoas não sabem, mas estar estressado, em uma "dosagem baixa" e saber controlar este estado é benéfico
Quem nunca esteve em estado de estresse? Também, impossível não se estressar diante de tantas responsabilidades, mudanças, cobranças e atribuições do dia a dia. O estresse já faz parte do cotidiano de boa parte das pessoas no mundo inteiro, mas o que cada um deve fazer é adaptar-se a estas modificações para melhor sobreviver diante de novas circunstâncias que possam surgir em nossas vidas.
Nem sempre ele é um vilão. Se for controlado e estiver em sua dosagem certa, pode tornar-se um estímulo, um fator de motivação. "É até mesmo normal e desejável quando bem administrado e também recomendável para a nossa saúde e para a nossa capacidade produtiva. O estresse não é uma doença, porém, pode ocasionar o aparecimento de algumas enfermidades se não for bem administrado", comenta Juliana Allegretti, psicoterapeuta do Centro de Controle do Estresse.
O estresse é o estado de tensão emocional que produz um estado psicológico desagradável caracterizado por irritabilidade, distúrbio de sono e do apetite, dificuldade na concentração e preocupação exagerada com relação a situações triviais. "O estresse pode ser prevenido e controlado e já é comprovado que este estado atinge todas as faixas etárias, desde os bebês até os adultos. O que, de fato, o indivíduo precisa saber é conhecer suas causas, sinais e sintomas, pois é de fundamental importância para aprendermos a lidar com ele", ressalta a especialista.
Normalmente quem percebe que uma pessoa está em estado de estresse, são as outras ao seu redor, que tem mais convivência. Para o controle do estresse existem treinos específicos como exercícios físicos, alimentação balanceada anti-estresse, relaxamento e reestruturação cognitiva, que significa ensinar o paciente a lidar de uma forma mais positiva frente às adversidades da vida. Estes exercícios trabalham comportamentos e pensamentos disfuncionais do paciente.
O interessante e que muitas pessoas não sabem é que o estresse pode ser produzido também em situações consideradas positivas, como o nascimento de um filho, que provoca a ansiedade e, logo, gera este estado emocional. Entre as características do estresse positivo estão o otimismo, aumento de vitalidade, entusiasmo e interesse. Em contra-partida, o patológico e exagerado, que surge como uma conseqüência direta dos persistentes esforços adaptativos da pessoa à sua situação existencial pode ter conseqüências prejudiciais, como: irritabilidade, cansaço, depressão, falta de concentração, mau-humor e queda de produtividade.
Muitos são os fatores que levam uma pessoa ao estado de estresse. Entre as principais causas estão o medo, ansiedade, baixa auto-estima, trânsito, mudanças agressivas, alimentação incorreta, entre outras situações. "Através destes estressores surgem o estresse no trabalho, infantil, estresse de envelhecimento e os decorrentes de doenças cardíacas e do câncer", lembra Juliana.
Com a evolução do estresse e se o paciente conhece casos, por exemplo, de hipertensão na família, está pré-disposta geneticamente a desenvolver a hipertensão ou ainda depressão, câncer ou outras doenças, desde que haja histórico familiar. Portanto, o avanço do estresse vai depender muito do histórico de vida e familiar do indivíduo para outros sintomas se desenvolverem.






