Fotógrafo tentou vender fotos de Diana no local do acidente, diz testemunha

Fotógrafo tentou vender fotos de Diana no local do acidente, diz testemunha

Atualizado em 30/10/2007 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Stephane Darmon, testemunha nas investigações sobre a morte da princesa Diana, afirmou, nesta terça-feira (30), que o fotógrafo Romuald Rat ligou para o jornal britânico The Sun do túnel de Paris onde a princesa agonizava a fim de oferecer fotos exclusivas do acidente por 300 libras.

O material, que constava de duas fotos nas quais a princesa aparece estirada no assoalho das ferragens retorcidas do carro, foi enviado para o editor de fotografia do The Sun . Segundo a testemunha, o fotógrafo tentou ajudar Diana no local de acidente.

A versão de Darmon foi contestada pelo advogado do motorista do carro de Diana, que também morreu no acidente, junto com a princesa e Dodi al-Fayed, seu namorado na época.

"O que o senhor Rat estava protegendo não eram as vítimas da batida, mas as 300 mil libras que havia acertado por telefone com o Sun", disse o advogado à corte onde transcorre o processo de investigação a respeito das mortes de Diana e Dodi.

O júri ouviu a leitura de trechos de uma entrevista concedida ao Canal 4 por Kenneth Lennox, editor de fotografia do The Sun , que disse ter recebido uma ligação "um tanto nervosa" na qual ouviu a oferta sobre as fotos exclusivas.

Investigações realizadas pela polícia da França e da Grã-Bretanha concluíram que a morte de Diana e de Dodi havia resultado do fato de o motorista deles estar embriagado e dirigindo em alta velocidade.

Mohamed al-Fayed, pai de Dodi, defende que os serviços secretos da Grã-Bretanha, agindo a mando do marido da rainha Elizabeth 2ª, príncipe Philip, assassinaram o casal porque Diana estaria grávida do namorado muçulmano, com quem pretenderia se casar. Com informações da Reutes.