Governo anistia jornalista perseguido durante a ditadura militar
Governo anistia jornalista perseguido durante a ditadura militar
Nesta sexta-feira (29), o governo barsileiro anistiou o jornalista Luiz Alberto Leite Sanz, perseguido político pela ditadura militar. Com 65 anos, o jornalistas receberá uma indenização de aproximadamente R$ 400 mil, além de um salário mensal de R$ 3.281.
Membro do Partido Comunista, Sanz começou a ser perseguido em 1969, quando era repórter de cultura do Jornal do Commercio , no Rio de Janeiro. Apesar de ter fugido para São Paulo, foi preso em 1970, e sofreu torturas físicas e psicológicas até fugir para o Chile, em 1971.
A lei de anistia permite o pagamento de indenização com teto de R$ 100 mil para quem não trabalhava durante o período que sofreu perseguição política. Para os que comprovam vínculo empregatício, a lei determina o pagamento de um salário mensal semelhante à média que os profissionais da categoria recebem atualmente, além de indenização retroativa a cinco anos da data de entrada do pedido na comissão, informou o G1.
Além de Sanz, o economista Marco Antônio Costa, 64, estudante na época da ditadura, receberá reparação econômica de R$ 100 mil. Ele era membro do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, e estava entre os presos libertados em troca da liberdade do embaixador suíço no Brasil Giovanni Enrico Bucher, seqüestrado no Rio em dezembro de 1970.
O julgamento do processo dos dois e de Aderbal Alves Coqueiro - assassinado em fevereiro de 1970 dentro de uma prisão militar no Rio de Janeiro - e Isaura Coqueiro, viúva do ex-metalúrgico filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), ocorreu na Universidade de Brasília (UnB), em homenagem à Semana da Anistia, que comemora os 29 anos da Lei da Anistia do Brasil.
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