Israel descumpre determinação que permite entrada de jornalistas em Gaza

Israel descumpre determinação que permite entrada de jornalistas em Gaza

Atualizado em 07/01/2009 às 14:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Mesmo após determinação do Supremo Tribunal Israelita que permite a entrada de oito jornalistas no território de Gaza pela fronteira israelense, o exército do país mantém proibição.

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) criticam o não cumprimento da ordem judicial expedida no dia 2 de janeiro. Para a CPJ, é inadequado "permitir a entrada de apenas oito jornalistas quando há mais de 400 profissionais em Israel à espera de entrar em Gaza". A organização argumenta que o governo tem de permitir a entrada de mais jornalistas para que seja feita uma cobertura séria sobre o que se passa no território.

De acordo com informações do site português Jornalistas Online, além de dificultar o trabalho da imprensa, o governo israelense é acusado de atacar as instalações do semanário Al-Risala e veículos identificados como "Press" e "TV", de ter detido o repórter Khezr Shahin, da emissora televisiva Al-Alam, de ter ferido um operador de câmara, de ter confiscado filmagens da Al-Jazeera e de ter bombardeado, a 28 de Dezembro, as instalações em Gaza da estação Al Aqsa.

Sobre o bombardeio, a CPJ disse que espera resposta do ministro da Defesa, Ehud Barak, e salienta que este episódio caracteriza violação clara de leis internacionais. Já a FIJ declarou que diante do comportamento das Forças de Defesa de Israel, o controle de acesso dos jornalistas à Faixa de Gaza não deve ser feito por militares israelitas.

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