Jogo rápido com Fernando Mitre: "O Jornal Nacional não é imbatível"

Jogo rápido com Fernando Mitre: "O Jornal Nacional não é imbatível"

Atualizado em 27/07/2007 às 15:07, por Pedro Venceslau/Redação Revista IMPRENSA.

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De uma pequena sala no 1º andar do quartel general da Band, no bairro do Morumbi, em São Paulo, o jornalista Fernando Mitre, diretor de jornalismo da emissora, comanda uma tropa que coleciona vitórias. Com uma média de seis pontos no Ibope, o "Jornal da Band" se consolidou como uma das maiores audiências da casa. No placar geral, o telejornal apresentado por Ricardo Boechat, Mariana Ferrão e Joelmir Beting mantém o terceiro melhor desempenho no Ibope no horário das 19h20 às 20h20, perdendo apenas para Globo e Record.

Ao contrário de alguns concorrentes afobados, o programa não muda de horário há mais de três anos. Em 2006, quando Carlos Nascimento migrou para o SBT, Mitre optou pela ousadia. Em vez de sair em busca de ex-globais no mercado, convidou Ricardo Boechat, sem experiência na TV, para dividir a bancada com mais dois colegas. Confira os melhores momentos da entrevista de Fernando Mitre para IMPRENSA:

IMPRENSA - O "Jornal Nacional" é imbatível?
Mitre - Claro que não. Hoje, há bons telejornais competitivos aumentando seu espaço.

IMPRENSA - Acha boa a idéia do"Jornal da Record" de "clonar" o "JN"?
Mitre - Prefiro a diferença

IMPRENSA - A saída do Carlos Nascimento levou a uma mudança de estilo no "Jornal da Band"?
Mitre -
O Nascimento fez um ótimo trabalho na Band, mas durou pouco. Lamentamos sua saída, mas a vida continuou. Tínhamos em casa uma bela solução: Boechat entre Jolemir e Mariana Ferrão. O Jornal da Band vive seu melhor momento. E a perspectiva é melhor ainda.

IMPRENSA - Faria um telejornal na Band com apresentadoras de pernas de fora? Por quê?
Mitre -
Não, eu não proporia um telejornal assim. Não é adequado ao clima que um telejornal deve ter.

IMPRENSA - O que acha da idéia do SBT de atender telefonemas do público durante o telejornal?
Mitre -
Em princípio, não me agrada. Prefiro dar mais tempo para as notícias.

IMPRENSA - Qual sua opinião sobre o âncora que comenta notícia?
Mitre -
Depende muito do âncora e do tipo de telejornal. Se o âncora tem credibilidade e conhecimento, num telejornal clássico, o comentário pode complementar a notícia que, esta sim, é o elemento fundamental. Mas aí não cabe o palpiteiro de plantão, que se arvora em fazer comentários - geralmente moralizantes -sobre tudo. Aí não dá. Mas há programas jornalísticos que convivem muito bem com um apresentador carismático tipo guia, defensor direto do interesse do telespectador. Mas cada caso é um caso. Para funcionar é preciso um profissional talentoso. E ético. Se não, Deus me livre...