Jornalista russo diz que foi demitido ao questionar informações sobre sequestro de navio
Jornalista russo diz que foi demitido ao questionar informações sobre sequestro de navio
Um jornalista russo declarou que foi demitido após contradizer autoridades ao sugerir que o navio Arctic Sea, sequestrado há duas semanas, carregava outros produtos além de madeira.
Mikhail Voitenko disse em entrevistas que pegou o primeiro voo para Istambul, Turquia, essa semana para escapar de possíveis ações legais ou outro tipo de represálias em razão de seus comentários a respeito do sequestro do navio.
Nesta sexta-feira (4), ele contou à emissora norte-americana CNN que se mudou da Turquia para a capital tailandesa Bangkok.
Voitenko, que foi editor do informatico online Maritimie Bulletin-Sovfrakht, duvidou da versão da própria empresa sobre o ocorrido. A Sovfrakht é um grupo de empresas de transporte que atua, principalmente, no território russo.
Quetionado se Voitenko foi forçado a se demitir em razão de intimidações, a companhia respondeu, por meio de comunicado, que toda a situação é muito confusa. Por essa razão, não podem confirmar nem negar essas acusações.
O diretor geral da Sovfrakht´s, Dmitry Purim, disse em uma coletiva de imprensa que o jornalista lhe disse, por telefone, que estava renunciando ao cargo. Na ocasião, segundo a empresa, Voitenko estava na Turquia em viagem de negócios.
O jornalista indicou à CNN, na última quinta-feira (3), que duvidava que sequestradores tomariam um navio carregando, segundo a empresa, seis toneladas e meia de madeira que ia da Finlândia para a Argélia.
"Meu palpite é que - e eu não tenho outra ideia sobre - aquele navio foi sequestrado por estar carregando algo que não sabemos o que pode ser. Mas eu não acho que a carga tinha algo de ilícito. Acredito que seja ainda mais importante e perigoso", disse.
Voitenko disse em uma entrevista à imprensa local que o "carregamento secreto" seria de armas e ele não era o único a considerar essa possibilidade. A colunista Yulia Latynina especulou que um carregamento ilegal de armas seria despachado na Argélia e encaminhado a países como Irã ou Síria.
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