Lutamos muito para pagar nossas contas, diz presidente do Sindicato dos Jornalistas de Juiz de Fora
Lutamos muito para pagar nossas contas, diz presidente do Sindicato dos Jornalistas de Juiz de Fora
A cidade de Juiz de Fora (MG) possui um Sindicato de Jornalistas próprio, desvinculado da entidade que representa o Estado mineiro. Dessa forma, um dos maiores problemas enfrentados pelo Sindicato local é a falta de recursos. "É uma bola de neve. Não temos associados suficientes, pois não possuímos recursos para dinamizar nossa entidade com os projetos de capacitação. Com isso, perdemos associados a cada ano", afirma Nelson Toledo Ferreira, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Juiz de Fora.
A cidade possui, atualmente, cerca de 450 profissionais de imprensa, sendo que 180 são filiados ao Sindicato. Ainda assim, Ferreira declara que o número de inadimplentes é alto e que, com as universidades que contam com habilitação em Jornalismo, "o número de colegas formados cresce semestralmente".
O presidente, jornalista formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora e especialista em Marketing e Comunicação, afirma que a cidade não possui um piso salarial único, uma vez que não existem sindicatos patronais e, portanto, "não existem convenções coletivas, mas acordos por empresa, o que torna o salário de ingresso diferenciado e o piso varia de veículo para veículo". Ainda assim, algumas empresas têm como salário inicial o valor de R$ 950.
Dessa forma, um dos maiores desafios do Sindicato de Juiz de Fora é a unificação do piso, "principalmente para assessores de imprensa, uma função que cresce muito em todo o país. Como todos os outros, precisamos encontrar um discurso que possa atender às reais necessidades da categoria. De um modo geral, as entidades sindicais hoje lutam para serem mais representativas", afirma Ferreira.
Sobre os jornalistas sem diploma ou os que atuam como pessoa jurídica, o presidente, que atualmente é professor da Universidade Salgado de Oliveira e assessor de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo de Juiz de Fora, afirma que a entidade é bem atuante e esclarecedora sobre esse assunto. "As empresas de comunicação da cidade estão sendo alertadas para esse fato. O problema que encontramos é na área de assessoria de imprensa, em que profissionais de outras áreas insistem em atuar em funções privativas de nossa categoria. Por isso, estamos fazendo este diagnóstico local, para aumentar a fiscalização neste setor", finaliza.






