Mercadante contradiz informação divulgada no Twitter e permanece na liderança do PT

Mercadante contradiz informação divulgada no Twitter e permanece na liderança do PT

Atualizado em 20/08/2009 às 16:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Atualizado às 12h20 de 21/08

Através do Twitter, o líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (PT- SP), declarou que faria um pronunciamento na tarde desta quinta-feira (20) anunciando sua renúncia à liderança do partido.

Agência Brasil
Aloízio Mercadante
"Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável. Ao contrário dos que estão deixando o partido, saio da liderança para disputar, junto à militância, a concepção do PT que eu acredito", escreveu o senador em seu perfil no serviço de microblog.

Mercadante deixa o cargo de líder após a a votação de quarta-feira (18) no Conselho de Ética, que arquivou por nove votos a seis, 11 pedidos de investigação contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O fato gerou uma crise na bancada do partido fragilizando a posição de Mercadante como líder, que ameaçava abandonar o cargo desde a semana passada.

Além da renúncia, o senador anunciou pelo Twitter que recebeu uma ligação do ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, pedindo que ele conversasse com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de se pronunciar.

Na manhã desta sexta-feira (21), Mercadante recuou e disse que permanecerá na liderança do partido na Casa por conta do pedido do presidente Lula. "Não tenho condições de dizer não [ao pedido do presidente Lula]. Não tenho, como não tive antes", declarou o senador, segundo informações da Folha Online. Além do presidente, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - bem como o deputado Antonio Palocci (PT-SP) - pediu que o senador permanecesse no cargo.

Mercadante mantém-se à frente do PT, mas nem por isso deixa de criticar o comando do partido que militou pelo arquivamento de todos os processos contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Esbarramos na maior bancada do Senado, que é o PMDB, que teve papel fundamental nesse processo. Esbarramos infelizmente na resposta que o meu governo e o meu partido deram e que não era a minha desde o começo", explicou.

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