Morre Sérgio de Souza, editor e fundador da revista Caros Amigos
Morre Sérgio de Souza, editor e fundador da revista Caros Amigos
Morre Sérgio de Souza, editor e fundador da revista Caros Amigos
O jornalista Sérgio de Souza, de 73 anos, editor e um dos fundadores da revista Caros Amigos , morreu na madrugada desta terça-feira (25) no Hospital Oswaldo Cruz, na zona sul da capital.
Sérgio de Souza era casado com a Switlana Nowicow, a Lana, e deixou sete filhos. O velório aconteceu a partir das 12h e a cremação do corpo foi realizado às 16h30, no crematório da Vila Alpina, com a presença de amigos e familares. Toda a redação da Caros Amigos estava presente.
| Juliana Kunc Dantas |
| Sérgio de Souza fundou a revista Caros Amigos |
Sergio de Souza estava internado há duas semanas, após ter feito uma intervenção cirúrgica para tratar uma perfuração no duodeno. Depois, o caso se complicou. No site da Caros Amigos , uma nota escrita pelo editor-executivo, Mylton Severiano, conta um pouco da história de Sergio de Souza: "nascido em 1934 no Bom Retiro, bairro tradicional no centro da capital paulista, Serjão, como era conhecido, era um autodidata".
O jornalista não chegou ao curso "superior", mas fez-se na rua e nas redações 'doutor" em jornalismo. Bancário, recém-casado, viu uma notícia na Folha de S. Paulo no fim da década de 1950, do tipo 'você quer ser jornalista?', e para lá se dirigiu. "Fez um teste e, aprovado, entrou para a reportagem do jornal da Barão de Limeira, onde nos conhecemos", conta Severiano.
Quatro anos depois, a convite de Paulo Patarra, Serjão transferiu-se para a revista Quatro Rodas , da Editora Abril. Ali, em 1966, faria parte da equipe que fundou e lançou a Realidade . Mylton Severiano diz que Serjão era "avesso a entrevistas, até tímido diante de uma câmera, microfone ou mesmo um colega de caneta e papel na mão, Serjão não deixou muitas pistas sobre sua vida particular, onde estudou, que preferências tinha em matéria de literatura, cinema, e outras trivialidades que costumam compor um necrológio. Certo é que Sérgio de Souza é o último monstro sagrado vivo que se vai de uma geração ".
Há onze anos, em abril de 1997, Sérgio lançou, com amigos e associados, a revista Caros Amigos , que vinha dirigindo até duas semanas atrás. Para o editor-executivo, "a importância de Serjão para o jornalismo pátrio é discreto como sua figura e incomensurável como seu tamanho - pois se dá justo naquele trabalho quase anônimo do editor, do editor de texto, da palavra seca, cortante, exata, da melhor linha humano-política na orientação ao repórter, ao subeditor, ao chefe de arte, ao departamento comercial, advinda de um caráter íntegro e de um senso jornalístico próprio dos gênios".
Sergio de Souza dedicou 50 anos à profissão, "na qual não fez fortuna, ao contrário: deixa dívidas. Aliás, uma de suas últimas criações foi o 'Anticurso Caros Amigos - Como não enriquecer na profissão'. Aos que o sucedem em Caros Amigos , fica a desmedida tarefa de homenagear sua memória fazendo das vísceras coragem e coração para tocar o barco em frente", completou Mylton Severiano.






