Alienação: A Sagacidade dos Políticos Brasileiros, por Antonio Paiva Rodrigues
Alienação: A Sagacidade dos Políticos Brasileiros, por Antonio Paiva Rodrigues
Alienação: A Sagacidade dos Políticos Brasileiros, por Antonio Paiva Rodrigues A alienação é uma palavra de origem latina que significa Alienus, cujo sinônimo é estranho ou estrangeiro e estranhamento em relação a que não é estranho. O não reconhecimento, a suspensão de propriedade chama-se alienação fiduciária, mas também tem como funções sinonímicas à separação, o distanciamento de algo próximo a mim, cujo sentido geral é estar divorciado do olhar filosófico.
A classe política na sua maioria pretende conviver com uma sociedade alienada, só assim poderá tirar proveitos, e conseguir com certa facilidade, seus objetivos. Partindo para o sentido filosófico a sociedade tem uma consciência infantil, sua visão é estática e o alienado não tem concepção do mundo como produção do homem e sim como realidade. Para os estudiosos as causas da alienação são: a concepção idealista, a concepção empirista e a concepção sintética. No empirismo, o homem é reflexo do mundo (não temos liberdade) e não tem mesmo.
Os problemas da alienação vêm sendo debatidos ao longo do tempo, sem que diminua o interesse por eles. A julgar por alguns acontecimentos
históricos recentes e pela orientação ideológica de muitos de seus participantes, a crítica da alienação parece ter adquirido uma nova
premência histórica. Uma citação importante afirma o seguinte: a redução dos conflitos de classe internos, no interesse da coesão da comunidade
nacional, em sua confrontação com o mundo exterior dos "estranhos": "Não faltarão pobres na terra"; portanto , eu te ordeno, dizendo: Abre tua mão para teu irmão, para teu pobre e para teus necessitados, em tua terra.
A promessa de readmissão à graça de Deus é parcialmente realizada na forma de concessão do poder de dominar os "estranhos" a Judá: "E os estranhos estarão lá para apascentar vossos rebanhos, e os filhos dos estrangeiros serão vossos jornaleiros e vinhadeiros". Vemos aí, todos os dias nas propagandas enganosas: "doe seu troco ao Ceará". O povo alienado pelo sofrimento, pelas injustiças sociais irá dizer com certeza: isto é mais uma enganação, mais uma fonte de corrupção. "Uma expressão popular que se adapta bem aos dias de hoje afirma o seguinte: "seguro morreu de velho, desconfiado ainda vive"". Nos países desenvolvidos este tipo de aberração não acontece, mesmo. Por que nós temos que pagar por todos os deslizes do governo, enquanto os grandes empresários nada perdem? Não é preciso explicar, eu só queria entender. Neste país que tivemos a felicidade de nascer não é mais sério, tudo acontece: pisam, rasgam a Carta Magna e nada acontece. Desviam verbas, lavam dinheiro, fazem reinar a corrupção e nada acontece. Tudo é encoberto não se vê rico na cadeia, só pretos e pobres ladrões de galinhas. "Parafraseando (o âncora) Boris Casoy", isto é: uma "vergonha".
A justiça denota a sua personalidade, e às vezes chegamos a triste conclusão de que ela não enxerga mais. O caso da ex-secretária do ex-governador foi um entra e sai sem precedentes, parecendo até briga de cachorro grande, e aí indago: "Onde está à força de nossa Assembléia Legislativa"? Com a palavra os senhores representantes do povo alienado do Estado do Ceará. Enquanto na calada da noite resolvem tomar medidas extemporâneas reduzindo salários de servidores públicos, principalmente policiais militares. A segurança morreu. Um expediente para quem faz segurança é pouco, Deus queira que tal medida não seja para que pobres PMs tenham que fazer suas refeições em casa, para não dá despesas ao Estado. Vejas algumas tomadas de decisões horripilantes: Aumento de ICMs, prolongamento do percentual de 27,5% do imposto de renda descontado na fonte, aumento de IPTU, IPVA, taxa de lixo, meu Deus aonde iremos parar? E ainda não se dando por satisfeito
querem descontar O percentual da Previdência dos aposentados e inativos. Pai perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem. A violência outro ponto crucial, todos sabem que o Estado tem 184 municípios e pela Constituição um delegado para cada Município, onde estão esses delegados já que não passam de quarenta.
Um Estado pobre como o nosso não pode se dar ao luxo de ter tantos municípios improdutivos, uma medida sensata diminuir 30 ou 40 por cento, para acabar com este cabide de empregos. Este é o retrato falado de meu Estado, procura-se um homem sensato e com idéias inovadoras e que não tenha na mente a impregnação de acabar com os pobres, eles também são seres humanos e iguais perante a lei. A campanha da Fome Zero não sai do menos um? Que haja uma informação precisa, um balanço sério e uma pergunta vai ficar pairando no ar: para onde estão indo todas as toneladas de alimentos arrecadadas até hoje? Que haja uma prestação de contas urgente, pois a população não suporta mais tanto sofrimento. 





