Presidente do Sindicato do RJ vê aspectos positivos em PJ's
Presidente do Sindicato do RJ vê aspectos positivos em PJ's
Nesta quarta-feira (24), o Portal IMPRENSA entrevistou o Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, Ernesto Vianna, 60. Vianna está no movimento sindical há seis anos e começou trabalhando nos Diários Associados do Rio Grande do Sul, Estado onde nasceu. Em 1970, mudou-se para o Rio de Janeiro, e trabalhou no Última Hora , Diário de Notícias , O Dia e O Fluminense , além de ter sido assessor de imprensa na Prefeitura de Cabo Frio.
Sobre a profissão, Vianna declara que as melhorias nas condições de trabalho, o registro em carteira e o aumento de piso representam desafios constantes. "A precarização das relações de trabalho é um fato em muitas regiões fluminenses, há quem trabalhe sem carteira assinada, ganhando abaixo do piso. Mas a conscientização dos jornalistas existe, e isso já é o primeiro passo para reverter tal situação", afirma.
No Estado do Rio de Janeiro, a estimativa é de que haja 5 mil jornalistas. Entretanto, o Sindicato do Estado abrange todos os municípios do Rio, exceto a capital. Dessa forma, na base de Vianna, existem 1,5 mil jornalistas, sendo que apenas 596 são filiados ao Sindicato. "Há ainda um fichário guardado, com cerca de 400 nomes. Estas pessoas não aparecem há mais de cinco anos. De vez em quando vem alguém, e então resgatamos a ficha", declara.
As maiores demandas do Sindicato referem-se, principalmente, ao recolhimento das contribuições sindicais por parte das empresas. "Embora o recolhimento seja obrigatório desde 1988, temos dificuldade de cobrar em todos os municípios. Além disso, nossa equipe de funcionários é pequena, o que dificulta a cobrança", afirma o presidente. Dessa forma, as reivindicações do acordo coletivo deste ano foram muitas. O reajuste dos pisos e a inclusão de novas cláusulas referentes ao trabalho de estagiários foram algumas delas. Vianna cobra autenticidade, "É necessário também considerar as características regionais do Estado do Rio, tomando o cuidado para não repetir simplesmente parágrafos que já estão na CLT".
Sobre os jornalistas que atuam sem diploma, Ernesto Vianna acredita que não existam muito no Estado do Rio."Os que trabalham assim estão nas cidades mais afastadas. Em muitas delas não há faculdade de jornalismo, contudo existem periódicos. Tem sempre um jornal, por menor que seja o município". Outro assunto polêmico é o número de jornalistas PJ's e sobre isso, Vianna tem opinião um pouco diferente dos demais profissionais da classe: "O recém formado, depois de algum tempo à procura de vaga, percebe que pode prestar serviços de assessoria ou mesmo trabalhar para a imprensa sem vínculo empregatício. Digamos que há um aspecto positivo, pois estimula o empreendedorismo. Na faculdade ninguém fala nisso, somos educados para sermos assalariados", finaliza.






